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Os problemas que a Minha Startup Enxuta esta solucionando

Nunca fui o cara mais empreendedor na vida. Sempre busquei conquistar as coisas que eu achava legal para mim e que poderiam me fazer bem (financeiramente falando, inclusive) no futuro. Seja na graduação ou até nas experiências profissionais que eu tive, sempre entendi que todo esse tempo trabalhando para os outros me reservava uma experiência empreendedora para o meu futuro — até que chegou.

Workshop — Minha Startup Enxuta, dia 29 de Março, em Blumenau. Inscrições limitadas aqui.

Mas olhando para trás, fica difícil apontar, com precisão, quando exatamente eu entendi que eu poderia construir o meu próprio negócio. Na verdade sim. Depois de uns 3 anos de Universidade, comecei a me envolver em atividades paralelas aos meus estudos — voluntariado, movimento estudantil e outros grupos independentes na cidade.

Todo esse tempo no terceiro setor, pôde me proporcionar um conhecimento empreendedor riquíssimo que, por mais que eu não tivesse obrigações “com fins lucrativos”, todas me exigiam comprometimento e uma inteligência que você só aprende se expondo aos riscos de ambientes de incertezas — coisa de startups.

Assim, fui construindo essa identificação com empreendedorismo e, unindo essas experiências com a necessidade de um formato mais ‘legal’ de educação, entendi que a iscool pudesse sair do papel. Além do mais, essas experiências fora da Universidade me ensinaram tanto (e bem mais, na verdade) quanto nas salas de aula. Juntando isso aos problemas que a nossa sociedade sofre pela falta de educação de qualidade que estamos submetidos, não se restou qualquer dúvida que era nesse mar de oportunidades que eu gostaria de atuar:

Entendi que eu poderia unir o empreendedorismo no qual eu aprendi a gostar e a desenvolver com carinho junto com educação, e assim, tentar provocar alternativas para melhorar a educação da minha cidade de alguma forma.

O conceito que me permitiu avançar com a ideia da iscool foi o seguinte: a responsabilidade de ensinar é de todos e qualquer pessoa pode compartilhar os próprios conhecimentos por meio de alguns recursos mínimos. Assim, nossa proposta é explorar o potencial das pessoas e permitir que qualquer pessoa possa ensinar o que sabe para quem quer aprender.

Foi nesse sentindo que a iscool saiu do papel.

Uma breve pausa: gente, a iscool é um projeto educacional que não tem sequer 1 ano, ok? Não estou escrevendo esse texto como se ela fosse um case de sucesso do Vale do Silício, beleza? O conceito de sucesso é muito relativo e pessoal e, neste caso, ultrapassar os 650 inscritos nas nossas atividades representa um sucesso muito legal para nós =)

Entendendo que você não precisa, necessariamente, de uma experiência de CEO ou Diretor “Whatever” no seu currículo e/ou ter um diploma de uma graduação para justificar o seu interesse empreendedor. Muitas pessoas conquistam experiências empreendedoras sendo, pasmem, meros consumidores. Ou seja, essas pessoas passam diariamente por situações corriqueiras buscando por soluções para suas necessidades e, quando não encontram essas soluções, entendem que precisam criar algo do zero. Logo, viram empreendedoras para problemáticas reais nas quais elas mesmos sofreriam

Com isso, entendo que empreender é uma questão de propor soluções para problemas reais diante daquilo que você tem a disposição — sendo você empreendedor nato, melhor aluno da sala ou um simples consumidor.

Assim, na minha visão, quando você quer construir um negócio próprio, você só precisa fazer a conexão de alguns pontos e não se prender às dificuldades que surgirão no caminho. E claro, se você tiver um propósito bem claro na sua cabeça sobre a real importância da sua ideia na sociedade, as suas chances de ‘sucesso’ serão ainda maiores.

Portanto, é tudo uma questão de convergência:

Ou seja, você pode ter uma paixão muito intensa sobre uma ideia ou hobby a ponto de querer abrir um negócio próprio, mas se esse hobby não interessar aos outros, então você terá problemas.

Identificar as necessidades das pessoas é quase que um primeiro passo na construção do seu business. Eu só conectei os pontos (empreender + educação) quando eu entendi que eu teria problemas para resolver — e se estamos falando de educação, sabemos que temos um montão de problemas.

Perfeito, o que a iscool busca solucionar então? Alguns dos problemas que listamos para resolver:

  1. Um formato de educação mais independente: ou seja, um formato de educação no qual o professor ensinasse da forma que quisesse e o aluno aprendesse o que fosse realmente importante para ele. Assim, a iscoolelimina a pressão ‘de algum superior’ dizendo coomo eles têm que ensinar os alunos (e isso muitos professores enfrentam dentro de uma instituição conservadora, acredite) e também busca eliminar o fato de existir muitas matérias ‘para encher linguiça’ na grede curricular que até hoje muitos graduados não sabem o porque que tiveram que ‘aprender’ aqueles conteúdos.
  2. Renda extra e novas conexões: se eu estou dizendo que todo mundo tem algo para compartilhar e o nosso papel é operacionalizar essas condições, logo eu preciso criar uma fórmula para que, além de tudo, essas pessoas sejam remuneradas por isso. Se já não bastasse a remuneração, fazer novas conexões pode tornar as suas ideias em probabilidades ainda mais verdadeiras no futuro. O que eu to querendo dizer é que, ao invés de você ficar sentando no sofá “com a boca escancarada cheias de dentes esperando a morte chegar”, você pode compartilhar seus conhecimentos, ajudar na educação da sua cidade, ganhar uma renda extra e ainda fazer novas conexões.
  3. Temos o tempo que muitos não têm: parece que aqui nós ganharemos o nosso público-alvo. Cara, se a iscool organiza atividades educacionais para pessoas ‘normais’, é porque essas mesmas pessoas não possuem tempo ou expertise nessas construções para se preocuparem. No fim, apenas estamos dizendo o seguinte: se preocupe apenas com a sua apresentação e o resto é com a gente.

Esses foram apenas alguns pontos em que eu pensei na hora de focar nossas soluções, mas sei que as necessidades poderão mudar e saber identificar novas oportunidades será essencial na vida da iscool.

Empreender é basicamente resolver os problemas de outras pessoas por meio de soluções sustentáveis. Uma vez que você possui alguma solução em que poderá mudar a vida de outra pessoa positivamente, então você será remunerado por isso.

Pergunte para as pessoas chaves no seu mercado foco o que elas fazem, como elas buscam informações sobre os serviços e produtos que você quer oferecer, faça pesquisas de mercado, teste protótipos, valide algumas hipóteses e ouça as pessoas. São apenas algumas dicas para você entender as necessidades do seu público-alvo.

Portanto, se eu posso recomendar um bom começo para o seu business daqui para frente, busque entender qual é o problema que você está querendo resolver e trate de resolvê-los da melhor forma possível — sem se prender as primeiras dificuldades que você encontrar.

Naturalmente, a iscool é uma plataforma que se desenvolve e (com menos intensidade) busca se reinventar o tempo todo. Essa necessidade de se desenvolver entendendo os problemas dos outros e até buscando outras propostas de solução além da educação, me faz entender que a iscool é uma ideia que esta se preparando para encarar os desafios do mundo empreendedor.

Produto pronto é melhor que produto perfeito, não se esqueça disso. Enquanto você busca pela perfeição, seu concorrente poderá oferecer uma solução que substituirá seu perfeccionismo e, em muitos casos, o pioneirismo leva sempre a melhor.

Então é isso gente. Bora construir ideias legais e divertidas, mas que estejam alinhadas com o que as pessoas estão precisando.

Um forte abraço.

Por Rodrigo Oneda Pacheco, fundador da iscool.

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