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13 Modelos de Receita para a sua Empresa

No último dia 20 de Janeiro, estivemos numa palestra realizada pelo Profº Carlos Eduardo Bizzotto, no qual foi fundador e primeiro presidente do Instituto Gene, sobre modelos de receita para empresas. A iniciativa foi do próprio Instituto Gene que promoveu o encontro gratuitamente para a galera que estava disposta a conhecer diferentes modelos de receita que poderiam encaixar bem no seu bussiness.

Assim, resolvemos escrever esse post para compartilhar o que aprendemos ontem e complementar algumas das visões que vimos com a galera para que vocês possam desenvolver seus próprios modelos individualmente.

Foque no Modelo de Negócio e não no Produto

Esse foi um dos primeiros insights que tivemos ontem e foi bem interessante. Uma visão super simples da importância que temos que ter sobre o modelo  de negócios que estamos tocando mas que, muitas vezes, empreendedores apenas se preocupam com o produto/serviço em si – seja ele tecnológico ou não. Resumindo, é o seguinte: não basta você ter um produto massa se ele não for útil e sustentável comercialmente.

Um exemplo para essa conversa é o MP3. Até ele ser o que é hoje e ter mudado completamente a forma como consumimos músicas dos anos 90 em diante, ele era uma tecnologia um pouco desconhecida e pouco explorada comercialmente [quer saber mais sobre o MP3? Dê um Google aí e leia sobre Karlheinz Branderburg]. Com seus avanços, foi necessário um modelo diferente para entender que o MP3 em si poderia ser muito mais útil para as pessoas.

Assim surgia o iTunes, um software online que permitia a comercialização de MP3 a baixo custo e o seu consumo dentro de um hardware chamado iPod. Essa combinação moldou o comportamento de milhões de pessoas ao redor do mundo até chegar nessa frenética onda de consumo de produtos da Apple que temos hoje.

Entendendo o seu Modelo de Receita

Considerando a ideia de entender e desenvolver constantemente o seu modelo de negócios, é legal perceber que o nosso modelo tem uma origem e que fluxos de receita surgem para apontar para nós, quais que representam maior lucratividade e que mais interessam para a empresa. Assim, temos:

 

MODELO DE RECEITAS

 

Esses fluxos são identificados nos modelos de receita que criamos dentro do nosso modelo de negócio. E indo por este caminho, você já deve ter realizado algum tipo de Canvas, ou alguma outra técnica para desenvolvimento de modelos de negócio, né? É essencial para você, como empreendedor, caprichar nessas técnicas e entender mais sobre o seu próprio negócio.

Mas cuide: essas ferramentas são super didáticas e divertidas de construir, maaaas você vai precisar colocar em prática o que foi desenvolvido nessas ferramentas e levar as informações do modelo a sério. Tem muita gente que esquece essa parte e depois diz que o processo não vale a pena. Abre o olho, manézão.

Ou seja, sendo via Canvas ou qualquer outro método para construção de modelo de negócios, de alguma forma você precisará saber responder algumas perguntas importantes para o seu próprio negócio. Como:

  • O que é?
  • Para quem serve?
  • Por que ele existe?
  • Como ele funciona?

O próprio Canvas é dividido de uma forma que você consiga responder cada uma dessas perguntas, então se jogue e faça o seu melhor!

Voltando para o modelo de receitas, um exercício simples e que pode te auxiliar nessa construção de alternativas para o caixa da sua empresa é pensar no seguinte.

  • Quais são os modelos de receita que temos atualmente?
    • E em seguida: quais os modelos de receitas que poderemos construir para o futuro?

Assim, provavelmente você desenvolverá algumas hipóteses sobre esses potenciais modelos de receita que a sua empresa poderá ter daqui para frente, logo:

 

ASSIM

 

O último quadrante é o mais importante. A partir do momento que você identificar novos modelos de receita, é hora de desenvolver hipóteses desses modelos (dúvidas, coisas que poderão ou não mostrar que o seu modelo é útil para o seu negócio) e assim ir adaptando com os feedbacks que você for analisando, deixando o produto 100% no final para o seu cliente.

E sobre validação, também discutimos sobre isso na palestra e foi bacana entender que o importante dessa validação (pesquisa e desenvolvimento na prática) é você saber fazer as perguntas certas e entender o problema que o consumidor passa.

validação de receita consumidorO que acontece, muitas vezes, é que o empreendedor oferece uma solução pronta para o cliente e pergunta se isso poderá ser útil para ele. Ou pior, faz a seguinte pergunta: o que você quer?

E é aqui que o pau come: muitos consumidores não sabem o que eles querem e entender a fundo o seu problema, a experiência que ele tem com aquele problema específico, fará muito mais sentido para você e o seu produto/serviço do que uma pergunta simples assim.

 

 

Ou seja: o nosso papel como empreendedor é desenvolver uma solução interpretando o problema que o cliente está passando e assim apresentar uma solução. E não simplesmente apresentar o que o cliente “acha que quer”.

 

13 Modelos de Receita

Bom, chegamos aos 13 de modelos de fato. De acordo com o Bizzotto, existem outros modelos por aí e que você pode complementar o seu estudo  também, mas neste caso da palestra, ele abordou esses 13 e fizemos algumas anotações para compartilhar com a rede. Segue o jogo!

  1. Isca e Anzol: o produto básico é barato ou é oferecido de graça. O “refil”, necessário para utilizar o rpoduto, é vendido cara e com altas margens de lucro. Exemplos: Gilette, HP, Nestlé e Apple/iPod (no caso da Apple, é ao contrário: o produto é caro e para abastecê-lo com apps e etc., os serviços são mais baratos).
  2. Assinatura: o cliente paga um valor mensal/trimestral/semestral para ter acesso a um produto/serviço. Exemplo: Netflix, Dollar Share Club, isCool – Cloob.
  3. Freemium: nesse modelo, o cliente tem acesso grátis a uma versão básico do produto ou serviço, mas tem que pagar por funcionalidades adicionais. Exemplo: Skype, Dropbox, LinkedIn.
  4. Free: o produto ou serviço não é cobrado do usuário final (diretamente). Os dados dos usuários e a atenção dos usuários são o pagamento. Exemplo: Google, Facebook e Snapchat.
  5. Peer to peer: modelo baseado no “matchmaking” entre oferta e demanda, diretamente entre os interessados. Exemplo: UBER, Lyft, Banca Club, Airbnb.
  6. Self Service: aqui, parte do processo de criação do produto ou serviço é realizado pelo cliente. Esse modelo reduz custo que não agrega valor ao cliente ou reduz tempo para a empresa. Exemplo: IKEA, McDonald’s, Accor Hotels (Ibis).
  7. Leilão: nesse modelo, o preço de um produto ou serviço não é determinado apelas pelo vendedor, mas os compradores também influenciam fortemente o valor final. Exemplo: eBay, Mercado Livre, MyHammer.
  8. Crowdfunding: envolve a terceirização do financiamento de um projeto para um determinado público. Exemplo: Cassava Film, MovPack.
  9. Long Tail: o modelo se concentra em vender pequenas quantidades de uma grande variedade de produtos. Exemplo: Amazon, Apple.
  10. Pay as you go: o efetivo de um serviço ou produto é medido e cobrado do cliente. Ex: CELESC, Pay Per Click, Daimler/Car2Go.
  11. Aluguel: você aluga um produto ao invés de vendê-lo para alguém. Ex: Xerox.
  12. White Label: o produto não tem uma marca específica, sendo vendidos para outras empresas, com diferentes marcas. Exemplo: Foxconn, Supermercados que vendem produtos com suas marcas mas que são produzidos por terceiros.
  13. Venda de Informações: aqui, você utiliza informações relacionadas aos clientes cadastrados para vender para outros clientes. Exemplo: Amazon, Google, Facebook, RD.

Independentemente do modelo que você tem e dos modelos que você poderá ter daqui em diante, a regra da validação é essencial: antes de sair vendendo por aí, tente conversar mais com o seu público-alvo, entenda os problemas que eles passam com um determinado problema e pense na possibilidade de validar o que você tá oferecendo para um grupo menor de consumidores.

Entendendo os problemas que você tá buscando resolver e oferecendo a melhor solução para isso, o sucesso é praticamente garantido.

Fique ligado nos nossos workshops sobre empreendedorismo. Nos próximos dias, publicaremos algumas opções legais para você mergulhar de cabeça no seu negócio e desenvolver mais a sua ideia com a gente.

Um abraço e bons negócios.

Rodrigo Oneda Pacheco – fundador da isCool.

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