Turma da Univali participa de um diálogo sobre mercado de trabalho e educação aqui na isCool

Ontem, dia 01 de Junho, a galera do curso de Publicidade e Propaganda, da Univali, veio até o nosso amado Offcina Café Coworking para conhecer toda  estrutura do coworking além de participar de um diálogo facilitado por nós, da isCool, com profissionais que trabalham aqui no espaço. Um convite feito a nós pela professora Cynthia Hansen, uma professora que luta por uma experiência mais estimulante de educação na graduação.

O resultado foi uma noite rica de visões práticas sobre os novos modelos de trabalho que estamos presenciando e como as relações entre profissionais pode ter uma nova configuração em função desses modelos. A conversa foi das 18h30m até 20h30m e se não fosse pelo deslocamento dos alunos, a conversa iria longe.

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Robson Stedile, Amanda Brandão, Rodrigo Oneda Pacheco, Guilherme Hack, Guilherme Hostins e Laís Glück foram os convidados a participarem desse diálogo com os alunos. Após a apresentação de cada um dos convidados e de suas visões sobre como o ambiente de um coworking fortalece suas atuações no mercado de trabalho, a conversa foi conduzida pelo Pacheco (isCool) no intuito de conectar essas mentes brilhantes com as mentes inquietas dos universitários.

Robson Stedile, Amanda Brandão, Rodrigo Oneda Pacheco, Guilherme Hack, Guilherme Hostins e Laís Glück

Robson Stedile, Amanda Brandão, Rodrigo Oneda Pacheco, Guilherme Hack, Guilherme Hostins e Laís Glück – Foto: Cynthia Hansen.

Todas essas seis pessoas já atuaram com alguma iniciativa paralela à Universidade, como voluntariado, movimento estudantil ou afins. Os aprendizados que essa galera obteve por meio dessas experiências foram essenciais para que todos pudessem assumir a responsabilidade de tocar seus próprios projetos atualmente. Colaboração, gestão de time, projetos, custo e crise são, de certa forma, são alguns dos aspectos que se desenvolve nesses tipos de experiências estudantis.

E esse espírito empreendedor e colaborativo, na nossa visão, é algo que você desenvolve mais (muito mais) na prática e não dentro de uma sala de aula. A questão é se você se identifica ou não com esse tipo de jornada muito conectada a nova economia e como você irá encarar esses desafios no dia-a-dia. E como falamos ontem: caso você não se conecte com esse tipo de perfil, não tem problema! Vá seguir suas carreira em alguma empresa, será tão desafiador quanto! 

Universidades e o mercado de trabalho

Um dos questionamentos apresentados foi justamente o papel da universidade na formação do profissional dessa nova economia. Nós buscamos o questionamento que saiu no site da BBC em Abril deste ano que fala sobre a próxima geração de empregos ser construída para receber profissionais preparados para resolver problemas e desafios e não, necessariamente, apenas para executar carreiras específicas ou profissões.

Durante a conversa, ficou claro que a Universidade não pode, por si só, garantir a qualificação e desenhar o futuro profissional do aluno sem que ele se dedique à isso também e busque construir sua própria trajetória por meio de caminhos mais independentes. Ao mesmo tempo, algumas capacitações universitárias estão se mostrando ultrapassadas e sem alinhamento com as reais necessidades do mercado de trabalho o que prejudica, em partes, o desenvolvimento dos alunos.

E se o que é ensinado dentro das universidades tem pouca conexão com o mercado em si, com a vida empreendedora é ainda mais limitado e o aluno dificilmente sairá da Universidade com o intuito de empreender após a graduação. E para trabalhar em um ambiente mais autônomo e alternativo como um coworking, é importantíssimo desenvolver capacidades empreendedoras técnicas e emocionais para lidar com as oscilações diárias de tocar o seu próprio negócio. Mas a realidade é que não temos um cenário muito animador quando falamos sobre os trabalhos das IES no incentivo ao empreendedorismo.

O cenário no Brasil é um tanto desanimador: apenas 38,78% das universidades oferecem iniciativas de empreendedorismo e somente 6,2% tratam do tema de forma profunda. Em contrapartida, são 56% os alunos interessados em ter acesso a disciplinas correlacionadas, mas que ficam desamparados e sem incentivo para abrir o negócio próprio.

>> Workshop – Empreendedorismo para Arquitetos: 24 de Junho, em Blumenau.

Dentro das universidades, pouco mais da metade dos professores que são considerados referência em empreendedorismo realmente empreendeu. Ou seja, eles estão ensinando algo que nunca viveram na prática. Some a isso o minúsculo índice de 6,3% de professores que de fato procuram se atualizar com profissionais ativos no mercado. O resultado disso tudo? O ambiente universitário forma profissionais teóricos e desatualizados das tendências tecnológicas.

Aproveite a rede e as pessoas

Independente do seu mercado de atuação, empresas são feitas de pessoas que trabalham para atender pessoas. Isso nunca vai mudar. Saber entender essa relação pode ser difícil para muita gente, porém quem quer se destacar no mercado profissional, é preciso interpretar a empatia e a diversidade como um diferencial.

Por fim, o que ficou dessa conversa foi que temos, sim, pessoas entrando no mercado de trabalho buscando alternativas de crescimento profissional e buscando por referências que permitem essa realização. Naturalmente, essa jornada não será fácil e dependerá muito dos seus próprios objetivos profissionais querer assumir essa responsa ou não. Mas entenda que, em um ambiente colaborativo, o seu maior ativo é a pessoa do seu lado. Explore a rede de contatos que você for criar e faça relacionamentos para que todos possam ganhar.

Esperamos que essa conversa possa ter inspirado os participantes assim como nós nos sentimos inspirados por poder falar da nossa experiência profissional para vocês. O mercado de trabalho tá aí e os desafios serão diários, tanto para quem empreende em um ambiente colaborativo quanto em um ambiente mais tradicional, a questão é você aproveitar a sua jornada e adquirir o maior número de experiências possíveis – durante e depois da universidade. Lá na frente, fará a diferença.

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Rodrigo Oneda Pacheco – Fundador da isCool.