Inteligência emocional e escolas do século XXI

Como formar alunos preparados para o mercado

 de trabalho e não apenas para passar no vestibular?

“A educação do caráter não se faz por meio dos livros”. A frase do psicólogo francês Gustave Le Bon, nascido no século XIX, retrata um dos principais desafios das escolas na formação de jovens que irão ingressar no mercado de trabalho e precisarão ter, muito mais do que conhecimento acadêmico, a capacidade de desenvolver competências socioemocionais, aquelas relacionadas aos traços de personalidade.

Enquanto as escolas insistem em modelos pedagógicos tradicionais que priorizam o ensino linear de disciplinas como Matemática, Ciências e História, o mundo corporativo sofre com a ausência de talentos que tenham aprimorado aspectos não curriculares para empreender, criar e buscar soluções fora da caixinha do que foi aprendido ao longo da vida escolar e nas universidades.

Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a conviver. Há bastante tempo a Unesco aponta estes quatro pilares como alicerces do ensino para os alunos e futuros profissionais impulsionarem habilidades que podem ser aprendidas não mergulhando em conteúdos didáticos, mas por meio do envolvimento com projetos multidisciplinares relacionados com questões sociais, comunitárias, históricas ou outros temas de interesse que estão além dos muros escolares e são parte da vida.

Ainda são poucas as escolas inovadoras no Brasil que estão buscando remodelar a grade curricular para inserir atividades direcionadas aos aspectos não cognitivos, como resiliência, determinação, autonomia, autogestão, autoestima, otimismo, sociabilidade e curiosidade. Mas há algumas experiências bem interessantes.

No Rio de Janeiro, os estudantes do ensino médio do Colégio Estadual Chico Anysio incorporaram na rotina a prática de atividades relacionadas com o aprimoramento destas competências em um programa realizado pela Secretaria Estadual de Educação em parceria com o Instituto Ayrton Senna. Nas avaliações bimestrais feitas pelo Governo, estes alunos estão obtendo resultados 60% acima da média, comprovando o forte impacto que o desenvolvimento destas habilidades tem no rendimento escolar.

Em Fortaleza, a Escola de Ensino Fundamental e Médio João Mattos oferece aos alunos aulas de desenvolvimento de práticas sociais e técnicas de pesquisa que priorizam os aspectos socioemocionais, o que diminuiu a evasão escolar em 6%.

Outros passos importantes estão sendo dados para construção no Brasil de escolas do Século XXI, como o trabalho da pesquisadora Tonia Casarin, que ao fazer programas de coaching para empresas despertou para importância da inteligência emocional e social no universo corporativo e para necessidade de levar este aprendizado para crianças e jovens que um dia precisarão estar prontos para o mercado de trabalho. A partir daí, iniciou um projeto que tem como objetivo desenhar um currículo de competências sociais e emocionais para ser aplicado nas escolas brasileiras.

A integração das escolas e universidades com as empresas para a construção de modelos pedagógicos mais sintonizados com as demandas que os alunos enfrentarão quando buscarem o primeiro emprego ou decidirem empreender é determinante para que as próximas gerações não se transformem em robôs, em repositórios de conhecimento que têm pouca ou nenhuma aplicação na vida profissional.

Os nativos digitais dispõem de ferramentas tecnológicas poderosas que colocam o mundo na ponta dos dedos, mas sem que aprimorem habilidades socioemocionais, o que aprenderam enquanto estudantes não os ajudará a ser criativos, inovadores, focados, determinados e vencedores. Nas palavras do educador Jean Piaget, “o ser humano é ativo na construção de seu conhecimento e não uma massa ‘disforme’ a ser moldada pelo professor”. Pense nisso!

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Fazer diferente = Resultados diferentes

Bom, não é novidade para ninguém que o Brasil passa por uma crise política, de Estado e sobretudo financeira, e que esta última afeta de maneira direta a economia, mas principalmente a todos nós, simples mortais.

Também não é novo que isto tem feito com que muitas empresas precisem demitir colaboradores, reduzir quadros, cortar custos. E outras, em um cenário ainda pior, acabam fechando as portas porque não conseguem manter sua estrutura mínima para funcionamento.

Mais uma vez, e aqui só repetindo o que todo o Brasil já sabe, este é apenas o começo: as coisas não mudarão do dia para a noite, esta crise ainda permanecerá por um bom tempo.

Mas vamos lá, isto não é e nem deve ser motivo para entregarmos os pontos e nos desesperarmos. Muito pelo contrário, este é o momento para pararmos, olharmos ao redor e refletir que oportunidades temos para fazer diferente, para sobressair e assim visualizar alternativas e obter resultados diferentes.

As pessoas não irão parar de consumir, a necessidade de consumo continuará. Talvez elas diminuam, mas não irão parar. E quem conseguirá atingir mais clientes neste cenário? Quem, quem? Aquele que chamar mais a atenção, aquele que se destacar na multidão, aquele que sair da mesmice. Aquele que neste cenário entregar o que os clientes realmente buscam. Mas para isso, o que é necessário?

Você conhece realmente quais são as tendências dos consumidores? Que comportamentos eles apresentam? Você sabe o que eles buscam? O que você faz para se diferenciar do que a maioria faz? Seu negócio está no caminho certo?

As pessoas gostam de ter histórias para contar. Você gostaria de se hospedar em um hotel fazenda e, ao invés de você receber um café da manhã com tudo pronto, você mesmo buscar e colher os ingredientes fresquinhos para depois prepará-lo? Isto é ter história para contar. Vivenciar experiências como esta, faz as pessoas contarem aos amigos como aquele hotel é diferente, que experiência fantástica os filhos viveram, que momento único ela teve em família. Esta história gera indicação, logo uma maior procura pelo serviço, com mais e mais indicações.

Além desta tendência existem outras, que com pequenas mudanças, conseguimos obter resultados fantásticos. Você sabia que as vezes a simples associação de dois dos produtos mais consumidos em uma loja, criando um combo promocional, aumentam e muito o ticket médio? Coisa simples, não? Assim como esta, muitas outras dicas simples fazem e trazem uma diferença enorme ao negócio.

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Sala de aula da isCool com gramado de futebol e experiência educacional diferenciada.

Uma experiência com argila ajuda a nos conhecermos melhor e com isso sabermos para que temos mais habilidade, bem como descobrir quais são as nossas possibilidades. Um world café nos traz relacionamentos e uma troca de experiências magnífica, ampliando nossos horizontes para fronteiras que não são vistas quando estamos sozinhos.

E quando as coisas ficam o tempo todo presentes em nossa mente então, isso nos ajuda a não esquecer o que realmente precisamos fazer, ainda mais quando isso ocorre com bolas e em uma sala com gramado de futebol. Mesas e cadeiras pra que, quando o que realmente precisamos é fazer diferente para termos resultados diferentes.

 

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Texto enviado pelo Delfino Pellegrine, responsável pelo workshop Comportamento do Consumidor e Estratégias para Driblar a Crise – Inscreva-se aqui! 

Economia solidária e a mudança na forma de consumo

O mundo da moda é muito bom em repaginar tendências. Notem que as calças bocas de sino agora chamadas de calças flare, voltaram aos editoriais. O mesmo aconteceu com as polainas, cintura alta, ombreiras e até (pasmem!) a famigerada pochete ( que não deslanchou, graças a Deus).

Não é tão diferente assim com o que acontece atualmente com a economia solidária. Criada lá no século XIX por causa da revolução industrial que forçou os trabalhadores a se organizarem em cooperativas e alterarem a forma de consumo e sobrevivência daqueles que estavam sendo substituídos por máquinas, a atual realidade do mundo, com crise econômica, desastres natuais e novas formas de trabalho, faz com que a gente questione o antigo modelo de produção que concentra quase toda riqueza do planeta naquele 1% da população mundial. O nome, criado por brasileiros é recente. A ideia, o modelo e os motivos por trás dessa iniciativa, não.

A economia solidária não se confunde com o terceiro setor, ela não é ONG e não visa a ausência de lucro.  O foco é na valorização do ser humano e na divisão equalitária dos rendimentos, não existindo dessa forma, exploração da mão de obra. A autogestão define a economia solidária, onde todos são donos e todos são trabalhadores. O lucro é repartido igualmente, pois entende-se que não há trabalho mais importante do que outro ( e não há mesmo), todos fazem parte de uma engrenagem onde a atividade de um depende da atividade de seu parceiro. Sem produção não há gerência e sem gerência não há produção, simples assim. A Volkswagen não existiria se não fossem os “peões de chão de fábrica” produzindo os carros, assim, como não seria próspera se não fosse bem administrada. São trabalhos complementares e não mais importantes um do que o outro e, portanto, as remunerações não deveriam ser tão discrepantes.

Para os consumidores, é a oportunidade de fazer uso de produtos mais sustentáveis tanto ambientalmente, quanto socialmente. É praticamente trazer para si, a responsabilidade pela mudança no mundo. Muito da concentração de riqueza que temos na atualidade, diz respeito a nossa forma de consumir itens caríssimos que se valem de mão de obra escrava sem ao menos questionar.

Desta forma, não há como separar o modo solidário de produzir e consumir da consciência política. Por favor, não confudam política com politicagem. Ao preferir os pequenos produtores e empreendedores, o poder é retirado das mãos de grandes empresas e latifúndios e incentiva o crescimento de projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras (Alô Viacredi para quem é do Vale do Itajaí), cooperativas de agricultura familiar, prestação de serviços e muitas outras que garantem trabalho e remuneração dignas às famílias envolvidas.

Em 2014, havia cerca de 30 mil empreendimentos solidários gerando renda e trabalho para mais de dois milhões de brasileiros, movimentando anualmente cerca de R$12 bilhões.

Estão contabilizadas aí, as quebradeiras de coco babaçu que atualmente são em torno de 400 mil mulheres espalhadas principalmente na região norte e nordeste do País. Estas mulheres, encontraram na organização em forma de cooperativas e associações, a valorização do trabalho rural feminino, por meio da exploração sustentável da cadeia produtiva do babaçu e o desenvolvimento de seus produtos, como o mesocarpo (ou farinha de babaçu), óleo, azeite, sabão em barra e pasta de brilho.

Os movimentos sociais que agruparam as quebradeiras de coco babaçu com a missão de organizar as mulheres trabalhadoras para que estas passem a conhecer os seus direitos, defendam as palmeiras de babaçu que eram constantemente queimadas pelos latifundiários e, com isto, promovam melhores condições de vida nas regiões do extrativismo do babaçu, nasceram na segunda metade da década de 80 e desde então, vem travando duras lutas contra fazendeiros, pecuaristas e grandes empresas. Infelizmente, muito sangue já foi derramado nesses embates, mas a realidade atual é bastante promissora, com o empoderamento feminino, cursos para capacitação tanto de produção quanto de gerenciamento, o aumento da renda familiar média mensal que antes estava em torno de R$100,00, estas mulheres tem vencido luta após luta.

O babaçu ainda é um tesouro brasileiro desconhecido pela sua população, o que é muito triste, mas quanto mais a gente fala de economia solidária, quanto mais a gente valoriza os nossos produtos, os nossos trabalhadores e o nosso povo, mais a gente contribui para essa mudança que vem ocorrendo na nossa sociedade.

Seja você como produtor ou como consumidor, você faz parte disso. Orgulhe-se. De pouco em pouco, todos nós estamos mudando o mundo!

 

Perfil de Investidor – como escolher o melhor investimento para você

Na hora de se fazer um investimento financeiro é comum perguntar aos profissionais do mercado: “qual é o melhor investimento”? É bem provável que você esteja esperando a resposta para essa pergunta, mas ela não é tão simples assim, pois depende do seu perfil de investidor.

Anote aí: workshop sobre investimentos pessoais no próximo dia 29 de Junho. Clique aqui e inscreva-se!

Para entender o que envolve essa resposta, imagine se entrássemos numa farmácia perguntando ao atendente: “qual é o melhor remédio que você tem aí?” Difícil para ele responder isso sem fazer algumas perguntas, não? No mínimo ele teria de lhe perguntar: Quais são seus sintomas? “Há quanto tempo está se sentindo assim?” “O que você comeu nos últimos dias?” etc. Da mesma forma, não entramos numa revenda de automóvel dizendo que queremos comprar o melhor carro. O vendedor precisará saber se você o utilizará sozinho ou para a família; se o usará mais na cidade, em estrada ou numa chácara; etc.

Você sabe qual é o seu perfil de investidor?

Para definir o melhor investimento para cada um, não é muito diferente. É necessário primeiramente se obter algumas respostas para se ter uma opção de investimento adequada à situação de cada pessoa. Por exemplo: Por quanto tempo você deseja manter o investimento? Pode acontecer de ter de resgatar o investimento a qualquer momento? Quais são seus investimentos atuais? Qual é a quantia a ser investida? Qual é a sua tolerância às variações de rendimentos?.

Enfim, tudo isso definirá o que chamamos de “perfil de investidor” e só com isso muito bem definido é que se pode responder qual é a melhor solução para você.

No entanto, é importante saber que existem três coisas que você nunca terá num mesmo investimento: alta liquidez (possibilidade de poder resgatar o valor a qualquer momento), alto rendimento e baixo risco. Isso seria o “sonho” de qualquer investidor: não se arriscar e ainda poder resgatar seu investimento a qualquer momento com altas rentabilidades diárias. Mas, na prática, isso não existe! Você sempre terá de abrir mão de uma ou duas coisas para conseguir a terceira. Este é um fator que não depende do seu perfil de investidor.

Na poupança, por exemplo, você tem alta liquidez (pode resgatar a qualquer momento) e baixo risco, porém, tem uma rentabilidade tão baixa que pode até nem conseguir superar a inflação. Já numa LCI ou LCA, você encontra uma rentabilidade muito melhor que a poupança, com a mesma segurança da poupança, porém, normalmente com um prazo de carência para resgate (baixa liquidez).

Já os CDBs prefixados (que são muito recomendados para os momentos de tendência de queda da Selic pelos quais passamos atualmente) também possuem a mesma segurança que a poupança, LCI e LCA, porém, entregarão a maior rentabilidade possível no cenário de queda da Selic. No entanto, os CDBs prefixados mais interessantes normalmente têm carência de 2 a 3 anos (não podem ser resgatados antes desse período).

E então? O que fazer? Para responder essa pergunta é que existem os assessores de investimentos. Esses profissionais lhe entregarão uma solução diversificada para aproveitar um pouco de cada uma das vantagens que você procura (alta rentabilidade, baixo risco e alta liquidez).

Texto escrito por Roberto Seidel, assessor da Patrimono Investimentos.

O Eneagrama da liderança com espiritualidade

Parece inevitável associar espiritualidade e religião. Pois não é a mesma coisa. A palavra religião corresponde ao verbo “religar” e significa o movimento humano de ligar-se a algo superior, além do limitado. As religiões, cada qual com seu sistema de crenças e orientações, são grandes contribuintes para o caminho da espiritualidade.

Quer participar da nossa imersão sobre eneagrama e espiritualidade? Inscreva-se aqui.

Por sua vez, espiritualidade está relacionada àquilo que está além da matéria, do corpo. O ser humano é constituído, de maneira orgânica e unitária, de corpo, mente e espírito. O corpo remete ao físico, ao material da existência. A mente está associada ao que se constrói na imaginação, no pensamento, na compreensão e interpretação das imagens e símbolos. O espírito está ligado ao que nos mobiliza, o que nos impulsiona. É como um “motor” que gera o movimento do todo, mas nãose tem como mensurar da mesma forma que o corpo ou a mente.

Espiritualidade é a manifestação compartilhada do espírito. Embora subjetiva e pessoal, a espiritualidade tarna-se solidária do coletibo por meio das relações, pois vai sendo conhecida com o desenvolvimento de nossa capacidade de nos relacionarmos com os outros.. São nossas relações que exprimem o que é o nosso espírito.

Uma ferramenta que pode contribuir muito na compressão do nosso ser é o Eneagrama, um instrumento de estudos de personalidade dinâmico e eficaz que defende a existência de nove padrões de pensamentos, sentimentos, atitudes, formas de atuar e motivações, e tem se tornado popular como uma ferramenta de trabalho de psicólogos, terapeutas, professores e coaches.

Além de mostrar os impulsos em ação, o eneagrama oferece caminhos terapêuticos e de desenvolvimento humano. É, sobretudo, um mapa da alma humana, que nos mostra com precisão onde estamos e como podemos retornar à nossa essência. Trata-se de um mapa de autoconhecimento e apresenta os tipos de personalidade com seus caminhos de evolução.

O eneagrama possibilita, por meio da compreensão da sua própria personalidade e das personalidades diferentes da sua, traçar um caminho de desenvolvimento em liderança, nos relacionamentos, autoestima, motivação e saúde física, mental e psicológica. É um sistema utilizado para ajudar as pessoas a se conhecerem melhor e, assim, possibilitá-las a trabalhar aspectos que limitam sua vida e a de outras pessoas, num movimento de aproximação de si mesmo e o desenvolvimento de compaixão pelo próximo.

Muitos já entendem que o século XXI será marcado, também na liderança, pela necessidade de autoconhecimento como base para a gestão com pessoas. Com o acesso instantâneo à informação e a liquidez das relações, se destacará quem for capaz de se compreender melhor, com mais qualidade e, com isso, ser mais eficiente na liderança de equipes a partir da liderança de si mesmo.

A interação do eneagrama com espiritualidade pode contribuir para:

  • Melhor compreensão de nós mesmos, nossos impulsos, a razão inconsciente e a intenção positiva
  • de cada atitude (ação ou reação);
  • Conhecimento das próprias limitações e disposição ao crescimento
  • Intensidade e naturalidade no processo de autoconhecimento e autocompreensão.
  • Melhor conhecimento das pessoas ao seu redor e de como lidar com as situações nos
  • relacionamentos.
  • Abertura às diferenças entre pessoas e um melhor posicionamento frente a conflitos.

Texto escrito pelo Giorgio Sinestri, fundador da Educare Desenvolvimento Humano.