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Os 10 aplicativos mais usados por empreendedores de Marketing Digital

A cada dia cresce o número de pessoas que utilizam pelo menos um aplicativo para ajudá-lo a gerenciar o seu negócio. As ofertas são inúmeras. E o melhor: sem pagar nada por isso. O Digitais do Marketing entrevistou alguns empreendedores do ramo de Marketing Digital para saber sobre quais são os aplicativos que eles mais utilizam no seu dia-a-dia.  São desde apps para gestão das contas até para cadastro de pedidos e para comunicação com a equipe. Todos os aplicativos indicados são gratuitos ou possuem alguma forma gratuita de uso. Nas versões pagas, alguns aplicativos são precificados em dólar e outros em reais (caso a empresa já tenha operações personalizadas para o Brasil).

Anote aí! De 22 de Março até 6 de Abril, 1ª Ed. do WeCommerce – encontros e diálogos sobre E-commerce aqui na isCool. Inscrições rolando!

1 – Asana

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O objetivo desta plataforma é que os gestores consigam visualizar os projetos por meio das tarefas e do seu andamento e, assim, gerir o negócio por meio de conversas coletivas e privadas através de uma interface que integre todas as ações descritas.

Yuri Moreno, diretor de Marketing da Epicfy, utiliza o Asana para gerenciar o trabalho remoto de parte de sua equipe que trabalha em cidades e até países diferentes. “O Asana é um dos softwares para gestão de projetos mais intuitivos e flexíveis que já usei. Ainda não encontrei nenhum processo dentro dos meus projetos que não consegui adaptar ao sistema”.

O Asana possui tanto a versão gratuita quanto a versão Premium. A ferramenta está disponível para desktop, Android e iOS.

2 – Canva

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Por ser muito visual e de fácil compreensão, o Canva é uma ferramenta muito prática. É uma das ferramentas de criação de conteúdos gráficos mais simples de utilizar, até para quem não domina o Photoshop.

“Canva é um aplicativo incrível para editar imagens para as redes sociais e para os posts do blog. A versão gratuita já é muito boa e completa, mas na versão paga a opção Magic Resizete ajuda a economizar muito tempo, pois cria a imagem nos diferentes formatos das redes sociais que você selecionar”, conta Helena Sordili, sócia do Carranca Design e blogueira.

O Canva possui tanto a versão gratuita como paga. A ferramenta está disponível para desktop, Android e iOS.

3 – Evernote

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Com o Evernote é possível escrever e armazenar notas de diversos assuntos, em formatos como texto, áudio e foto. Você ainda pode acessá-lo em diversos dispositivos e compartilhar com quem desejar. Muito empreendedores usam o Evernote por conta de proteção de informações e de compartilhamento. O Evernote possui os planos Basic (gratuito), Plus, Premium e Business. Há a versão para desktop, para Android e para iOS.

4 – Followers para Instagram

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Além de usar o Instagram para divulgar o seu negócio, é preciso ficar atento em como anda a presença de sua empresa ou marca nesta rede. O Followers for Instagram serve para conseguir acessar dados sobre quem deixou de seguir o perfil da sua empresa, quantas pessoas estão engajadas com sua marca e quais postagens deram mais certo. O Followers for Instagram está disponível apenas para iOS. Ele é gratuito, mas há recursos pagos dentro do aplicativo.

5 – Hootsuite

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O Hootsuite é uma ferramenta que permite o agendamento em massa de posts nas redes sociais. Através dele é possível gerenciar na mesma tela os posts no Facebook, no Instagram e no Twitter, por exemplo, além de seguir as estatísticas de audiência de cada página e perfil. A ferramenta é gratuita para gestão de até três contas. Além da versão para desktop, há versões para Android e para iOS.

6 – Lookback

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O Lookback é uma ferramenta onde é possível gravar as interações que os consumidores fazem com o seu produto, como toques na tela, cliques e comandos de voz usados. É possível analisar esses dados coletados e montar uma imagem de como é a experiência do usuário. O Lookback é gratuito e pode ser usado no desktop e em smartphones com Android e com iOS.

7 – Qipu

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Qipu é uma ferramenta que ajuda a controlar as obrigações das microempresas, enviando alertas sobre contribuições fiscais, sobre a arrecadação do microempreendedor ou sobre os benefícios a que ele tem direito. O aplicativo é gratuito e está disponível para Android, para iOS e para Windows Phone, além da versão web.

8 – Slack

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O Slack permite conversar por canais (grupos com várias pessoas) ou enviar mensagens privadas. Existe uma versão gratuita, mas os planos pagos vêm acompanhados de um histórico completo da conta, com backup de textos e arquivos. Na opção gratuita a possibilidade de criar categorias de backup de arquivos importantes é limitada.

“Com o Slack tenho certeza de que todos as comunicações importantes com meus clientes e equipe vão estar em um lugar só, ao invés de ficar procurando em diversos sistemas e ferramentas de integração como bots e alertas concentram as informações relevantes de plataformas externas dentro dos nossos canais do Slack”, conta Yuri Moreno, sócio e diretor de Marketing da Epicfy.

O Slack possui uma versão gratuita e paga. Está disponível para Android, para iOS, além da versão web.

9 – Trello

trello

O Trello é um visualizador de listas com um belo visual. Por meio de cartões você pode dividir as áreas de um projeto e acompanhar o progresso de cada um dos setores. Jogando os cartões de um lado para outro, é possível atualizar instantaneamente o progresso de cada tarefa.

“O Trello é uma ferramenta fácil de usar, bastante prática e me ajuda na organização de projetos e tarefas. Além disso, posso compartilhar e dar acesso a outras pessoas da equipe ou clientes. Também uso como ferramenta para guardar arquivos, ideias, roteiros e textos”,  explica Heloísa Zambianco, empreendedora da empresa Marketing & Consultoria Digital.

O Trello possui três planos: o gratuito, o Business Class e o Enterprise. Há a versão para desktop, para Android e para iOS.

10 – ZeroPaper

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O ZeroPaper é um gerenciador financeiro empresarial e o ajuda a organizar seu fluxo de caixa, tudo sem precisar gastar papel.  Basta criar uma conta no site do serviço e inserir dados sobre sua atual situação financeira. Com a inclusão das informações, o ZeroPaper classificará seus gastos por categorias, criando um histórico de orçamento pessoal ou de seu negócio. A partir daí será possível comparar a rotina de gastos mensal ou anualmente, facilitando a tomada de decisões para melhorias imediatas ou futuras.

“Com o ZeroPaper consigo ter uma visão bem detalhada de todas as despesas e receitas da empresa, tanto do passado quanto do futuro. Com isso, consigo saber exatamente o quanto estamos gastando, quanto temos em caixa, quanto vamos ter daqui a um mês, três meses ou um ano. Então, eu fico tranquilo que as contas estão em dia para poder focar na operação da empresa”, explica Rômulo Gomes Nunes, sócio e CEO da Epicfy.

ZeroPaper é gratuito e pode ser usado no desktop e em smartphones com Android e com iOS.

Fonte: Digitais do Marketing.

 

Ensino, logo aprendo. Compartilhe o que você sabe, mesmo não sendo um especialista

Uma vez me perguntaram se o modelo de educação que a isCool promove tem de fato algum valor. Primeiramente eu fiquei um pouco assustado porque, acima de tudo, eu não sou pedagogo e isso me limita um pouco para responder esses tipos de questionamentos mais técnicos ou setoriais.

Mas ao mesmo tempo, percebo que a resposta para essa pergunta pode ser feita de várias maneiras, todas justificando os desafios que o modelo proporciona ao mesmo tempo enfatizando sobre os benefícios que ele promove para os outros.

Resumindo, é o seguinte: sim, eu aposto nesse modelo! Eu simplesmente acredito que a educação ela pode ser muito mais simples e direta comparada ao modelo tradicional que temos desde a infância. E entendendo essa lógica, uma forma de permitir que a educação vire algo mais acessível para as pessoas e descentralizar a responsabilidade de alguns agentes sociais importantes na sociedade (professores e políticos, por exemplo) e emponderar pessoas comuns e dizer que elas, também, tem esse dever de compartilhar conhecimentos com outras pessoas.

Ou seja: não é só um professor ou um político que são responsáveis por um país melhor por meio da educação. Nós, como cidadãos, também temos esse dever e nada mais justo do que assumir essa bronca com eles.

E quando você vê uma ‘pessoa normal’ assumindo o papel de um professor em frente a uma turma de 20 ou 30 pessoas, é porque você entende que a educação simples e acessível é muito possível de realizar.

Assim, reforço a minha crença que sim, o modelo da isCool faz muito sentido. Pelo menos para mim.

Mas se eu não sou um especialista, por que eu deveria ensinar alguém?

Primeiro, você não precisa ser um especialista para compartilhar seus conhecimentos com alguém. Até porque, se pararmos para pensar nessa lógica, há muitos especialistas dentro de uma Universidade e ainda assim, esses ambientes não são perfeitos. Seja pela didática mal feita, pelo salário mal pago ou pela estrutura precária, o fato do professor ser especialista não garante nada – por mais que possa ajudar bastante.

Assim, toda vez que alguém vem compartilhar algum conhecimento com a isCool, a gente fala o seguinte: “cara, não importa o que você sabe e o quanto isso pode ser importante para alguém, uma vez que você tem sangue no olho e vontade de impactar as pessoas, nosso papel é fazer isso acontecer. Não julgamos conhecimento, mas trabalhos a força de vontade.” Tá, ok. Não é exatamente nessas palavras, mas essa é a mensagem.

Uma sugestão bem interessante para quebrar essa pira é entender o que Sean McCabe, um letrista e designer tipográfico que construiu uma comunidade de milhares de pessoas, disse uma vez:

“Não se precisa ter uma audiência para ensinar, e nem se precisa ser um especialista. Se constroi uma audiência e se é visto como um especialista AO ensinar.”

— Sean McCabe, (@seanwes) 9 de junho de 2014

O cara que cria sua audiência desenvolvendo experiências de educação se torna uma referência mais rápido do que aquele que espera a excelência como um ponta pé inicial. Ora, eu mesmo já realizei 5 workshops pela isCool (e to montando outro) para falar de empreendedorismo e o máximo de empreendedorismo que eu cheguei foi presidir uma ONG na minha cidade até criar a isCool de fato.

Ou seja, eu não precisei ter um status de grande sucesso para ajudar outras pessoas. Eu entendi que o meu conhecimento poderia ajudar pessoas que ainda estavam aprendendo sobre empreender e montei uma apresentação para ela. Logo, fui me tornando uma referência para elas e as coisas foram tomando proporções maiores – inclusive surgindo convites para palestras e TEDx. Do caralho!

Não há problema em não saber todas as respostas, e tudo bem cometer erros. Ao vermos o processo sob a perspectiva de “compartilhar o que se sabe” isso abre o espaço para que nos sintamos confortáveis para errar, mudar de opinião e compartilhar o conhecimento no contexto da própria experiência. Não torna o processo em nada menos valioso para os “alunos”, mas pode ser mais fácil começar encarando assim.

Ensino, logo Aprendo

Meu, frase baita clichê, e não sei o que. Mas cara, faz todo o sentido. E faz ainda mais sentido quando a gente coloca essa frase em baixo da nossa logo. Genial! Essa ideia faz a gente acreditar ainda mais no que fazemos e não é só a gente que pensa assim.

Essa pesquisa mostrou que quando explicamos algo, entendemos melhor nós mesmos. O processo de ensinar ajuda a reconhecer falhas em nossa própria compreensão e a organizar melhor a informação em nossas mentes.

Também assimilamos melhor as informações novas quando estamos cientes de que as estaremos ensinando no futuro. Isso parece ocorrer por que é uma forma diferente de focar o material de aprendizado. Sabemos que precisamos prestar atenção aos pontos mais importantes e organizá-los em nossas mentes quando precisamos ensinar aquilo a alguém.

Na isCool, acreditamos que você aprende ensinando tanto quanto quem apenas aprende. E isso é o nosso maior propósito. A partir do momento que você está exposto a um desenvolvimento a partir do seu próprio conhecimento, chegou a hora de colocar tudo isso para fora!

E não precisa ser somente com a gente não, fica frio. Explore outras perspectivas. Mesmo que você tenha uma audiência de zero pessoas, comece o blog, o podcast ou a criar vídeos para compartilhar os conhecimentos que você está aprendendo. Você colherá os benefícios em seu próprio processo de aprendizado, não importa se você já está ajudando os outros ou não.

E por fim, ensinar te faz virar uma referência de acordo com a audiência que você constrói além da dedicação que você deposita nos conteúdos que você desenvolve. O reflexo pode ser imenso, inclusive na sua marca comercial.

Quando você cria conteúdo útil em termos práticos, isso o ajuda a consolidar uma audiência melhor do que qualquer outro tipo de conteúdo.

Como James Clear já apontou, pessoas bem sucedidas começam antes de se sentir prontas. Ensinar não é exceção.

Não se preocupe com ter atingido o status de “especialista”, ou com o tamanho de sua plateia. Coloque o foco no que já aprendeu, e no que está aprendendo agora, e em como seria possível compartilhar essas lições de forma a ajudar os outros. Pode ser útil imaginar que se está ensinando a si mesmo no passado, antes de se ter aprendido tudo isso.

Comece a compartilhar o que sabe. E não esqueça que sempre há alguém que sabe menos que você. Vá ajudá-los. Conhecimento só tem valor se for compartilhado.

O resto é resto.

Rodrigo Oneda Pacheco
Diretor de Mim Mesmo na isCool

13 Modelos de Receita para a sua Empresa

No último dia 20 de Janeiro, estivemos numa palestra realizada pelo Profº Carlos Eduardo Bizzotto, no qual foi fundador e primeiro presidente do Instituto Gene, sobre modelos de receita para empresas. A iniciativa foi do próprio Instituto Gene que promoveu o encontro gratuitamente para a galera que estava disposta a conhecer diferentes modelos de receita que poderiam encaixar bem no seu bussiness.

Assim, resolvemos escrever esse post para compartilhar o que aprendemos ontem e complementar algumas das visões que vimos com a galera para que vocês possam desenvolver seus próprios modelos individualmente.

Foque no Modelo de Negócio e não no Produto

Esse foi um dos primeiros insights que tivemos ontem e foi bem interessante. Uma visão super simples da importância que temos que ter sobre o modelo  de negócios que estamos tocando mas que, muitas vezes, empreendedores apenas se preocupam com o produto/serviço em si – seja ele tecnológico ou não. Resumindo, é o seguinte: não basta você ter um produto massa se ele não for útil e sustentável comercialmente.

Um exemplo para essa conversa é o MP3. Até ele ser o que é hoje e ter mudado completamente a forma como consumimos músicas dos anos 90 em diante, ele era uma tecnologia um pouco desconhecida e pouco explorada comercialmente [quer saber mais sobre o MP3? Dê um Google aí e leia sobre Karlheinz Branderburg]. Com seus avanços, foi necessário um modelo diferente para entender que o MP3 em si poderia ser muito mais útil para as pessoas.

Assim surgia o iTunes, um software online que permitia a comercialização de MP3 a baixo custo e o seu consumo dentro de um hardware chamado iPod. Essa combinação moldou o comportamento de milhões de pessoas ao redor do mundo até chegar nessa frenética onda de consumo de produtos da Apple que temos hoje.

Entendendo o seu Modelo de Receita

Considerando a ideia de entender e desenvolver constantemente o seu modelo de negócios, é legal perceber que o nosso modelo tem uma origem e que fluxos de receita surgem para apontar para nós, quais que representam maior lucratividade e que mais interessam para a empresa. Assim, temos:

 

MODELO DE RECEITAS

 

Esses fluxos são identificados nos modelos de receita que criamos dentro do nosso modelo de negócio. E indo por este caminho, você já deve ter realizado algum tipo de Canvas, ou alguma outra técnica para desenvolvimento de modelos de negócio, né? É essencial para você, como empreendedor, caprichar nessas técnicas e entender mais sobre o seu próprio negócio.

Mas cuide: essas ferramentas são super didáticas e divertidas de construir, maaaas você vai precisar colocar em prática o que foi desenvolvido nessas ferramentas e levar as informações do modelo a sério. Tem muita gente que esquece essa parte e depois diz que o processo não vale a pena. Abre o olho, manézão.

Ou seja, sendo via Canvas ou qualquer outro método para construção de modelo de negócios, de alguma forma você precisará saber responder algumas perguntas importantes para o seu próprio negócio. Como:

  • O que é?
  • Para quem serve?
  • Por que ele existe?
  • Como ele funciona?

O próprio Canvas é dividido de uma forma que você consiga responder cada uma dessas perguntas, então se jogue e faça o seu melhor!

Voltando para o modelo de receitas, um exercício simples e que pode te auxiliar nessa construção de alternativas para o caixa da sua empresa é pensar no seguinte.

  • Quais são os modelos de receita que temos atualmente?
    • E em seguida: quais os modelos de receitas que poderemos construir para o futuro?

Assim, provavelmente você desenvolverá algumas hipóteses sobre esses potenciais modelos de receita que a sua empresa poderá ter daqui para frente, logo:

 

ASSIM

 

O último quadrante é o mais importante. A partir do momento que você identificar novos modelos de receita, é hora de desenvolver hipóteses desses modelos (dúvidas, coisas que poderão ou não mostrar que o seu modelo é útil para o seu negócio) e assim ir adaptando com os feedbacks que você for analisando, deixando o produto 100% no final para o seu cliente.

E sobre validação, também discutimos sobre isso na palestra e foi bacana entender que o importante dessa validação (pesquisa e desenvolvimento na prática) é você saber fazer as perguntas certas e entender o problema que o consumidor passa.

validação de receita consumidorO que acontece, muitas vezes, é que o empreendedor oferece uma solução pronta para o cliente e pergunta se isso poderá ser útil para ele. Ou pior, faz a seguinte pergunta: o que você quer?

E é aqui que o pau come: muitos consumidores não sabem o que eles querem e entender a fundo o seu problema, a experiência que ele tem com aquele problema específico, fará muito mais sentido para você e o seu produto/serviço do que uma pergunta simples assim.

 

 

Ou seja: o nosso papel como empreendedor é desenvolver uma solução interpretando o problema que o cliente está passando e assim apresentar uma solução. E não simplesmente apresentar o que o cliente “acha que quer”.

 

13 Modelos de Receita

Bom, chegamos aos 13 de modelos de fato. De acordo com o Bizzotto, existem outros modelos por aí e que você pode complementar o seu estudo  também, mas neste caso da palestra, ele abordou esses 13 e fizemos algumas anotações para compartilhar com a rede. Segue o jogo!

  1. Isca e Anzol: o produto básico é barato ou é oferecido de graça. O “refil”, necessário para utilizar o rpoduto, é vendido cara e com altas margens de lucro. Exemplos: Gilette, HP, Nestlé e Apple/iPod (no caso da Apple, é ao contrário: o produto é caro e para abastecê-lo com apps e etc., os serviços são mais baratos).
  2. Assinatura: o cliente paga um valor mensal/trimestral/semestral para ter acesso a um produto/serviço. Exemplo: Netflix, Dollar Share Club, isCool – Cloob.
  3. Freemium: nesse modelo, o cliente tem acesso grátis a uma versão básico do produto ou serviço, mas tem que pagar por funcionalidades adicionais. Exemplo: Skype, Dropbox, LinkedIn.
  4. Free: o produto ou serviço não é cobrado do usuário final (diretamente). Os dados dos usuários e a atenção dos usuários são o pagamento. Exemplo: Google, Facebook e Snapchat.
  5. Peer to peer: modelo baseado no “matchmaking” entre oferta e demanda, diretamente entre os interessados. Exemplo: UBER, Lyft, Banca Club, Airbnb.
  6. Self Service: aqui, parte do processo de criação do produto ou serviço é realizado pelo cliente. Esse modelo reduz custo que não agrega valor ao cliente ou reduz tempo para a empresa. Exemplo: IKEA, McDonald’s, Accor Hotels (Ibis).
  7. Leilão: nesse modelo, o preço de um produto ou serviço não é determinado apelas pelo vendedor, mas os compradores também influenciam fortemente o valor final. Exemplo: eBay, Mercado Livre, MyHammer.
  8. Crowdfunding: envolve a terceirização do financiamento de um projeto para um determinado público. Exemplo: Cassava Film, MovPack.
  9. Long Tail: o modelo se concentra em vender pequenas quantidades de uma grande variedade de produtos. Exemplo: Amazon, Apple.
  10. Pay as you go: o efetivo de um serviço ou produto é medido e cobrado do cliente. Ex: CELESC, Pay Per Click, Daimler/Car2Go.
  11. Aluguel: você aluga um produto ao invés de vendê-lo para alguém. Ex: Xerox.
  12. White Label: o produto não tem uma marca específica, sendo vendidos para outras empresas, com diferentes marcas. Exemplo: Foxconn, Supermercados que vendem produtos com suas marcas mas que são produzidos por terceiros.
  13. Venda de Informações: aqui, você utiliza informações relacionadas aos clientes cadastrados para vender para outros clientes. Exemplo: Amazon, Google, Facebook, RD.

Independentemente do modelo que você tem e dos modelos que você poderá ter daqui em diante, a regra da validação é essencial: antes de sair vendendo por aí, tente conversar mais com o seu público-alvo, entenda os problemas que eles passam com um determinado problema e pense na possibilidade de validar o que você tá oferecendo para um grupo menor de consumidores.

Entendendo os problemas que você tá buscando resolver e oferecendo a melhor solução para isso, o sucesso é praticamente garantido.

Fique ligado nos nossos workshops sobre empreendedorismo. Nos próximos dias, publicaremos algumas opções legais para você mergulhar de cabeça no seu negócio e desenvolver mais a sua ideia com a gente.

Um abraço e bons negócios.

Rodrigo Oneda Pacheco – fundador da isCool.

Economia solidária e a mudança na forma de consumo

O mundo da moda é muito bom em repaginar tendências. Notem que as calças bocas de sino agora chamadas de calças flare, voltaram aos editoriais. O mesmo aconteceu com as polainas, cintura alta, ombreiras e até (pasmem!) a famigerada pochete ( que não deslanchou, graças a Deus).

Não é tão diferente assim com o que acontece atualmente com a economia solidária. Criada lá no século XIX por causa da revolução industrial que forçou os trabalhadores a se organizarem em cooperativas e alterarem a forma de consumo e sobrevivência daqueles que estavam sendo substituídos por máquinas, a atual realidade do mundo, com crise econômica, desastres natuais e novas formas de trabalho, faz com que a gente questione o antigo modelo de produção que concentra quase toda riqueza do planeta naquele 1% da população mundial. O nome, criado por brasileiros é recente. A ideia, o modelo e os motivos por trás dessa iniciativa, não.

A economia solidária não se confunde com o terceiro setor, ela não é ONG e não visa a ausência de lucro.  O foco é na valorização do ser humano e na divisão equalitária dos rendimentos, não existindo dessa forma, exploração da mão de obra. A autogestão define a economia solidária, onde todos são donos e todos são trabalhadores. O lucro é repartido igualmente, pois entende-se que não há trabalho mais importante do que outro ( e não há mesmo), todos fazem parte de uma engrenagem onde a atividade de um depende da atividade de seu parceiro. Sem produção não há gerência e sem gerência não há produção, simples assim. A Volkswagen não existiria se não fossem os “peões de chão de fábrica” produzindo os carros, assim, como não seria próspera se não fosse bem administrada. São trabalhos complementares e não mais importantes um do que o outro e, portanto, as remunerações não deveriam ser tão discrepantes.

Para os consumidores, é a oportunidade de fazer uso de produtos mais sustentáveis tanto ambientalmente, quanto socialmente. É praticamente trazer para si, a responsabilidade pela mudança no mundo. Muito da concentração de riqueza que temos na atualidade, diz respeito a nossa forma de consumir itens caríssimos que se valem de mão de obra escrava sem ao menos questionar.

Desta forma, não há como separar o modo solidário de produzir e consumir da consciência política. Por favor, não confudam política com politicagem. Ao preferir os pequenos produtores e empreendedores, o poder é retirado das mãos de grandes empresas e latifúndios e incentiva o crescimento de projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras (Alô Viacredi para quem é do Vale do Itajaí), cooperativas de agricultura familiar, prestação de serviços e muitas outras que garantem trabalho e remuneração dignas às famílias envolvidas.

Em 2014, havia cerca de 30 mil empreendimentos solidários gerando renda e trabalho para mais de dois milhões de brasileiros, movimentando anualmente cerca de R$12 bilhões.

Estão contabilizadas aí, as quebradeiras de coco babaçu que atualmente são em torno de 400 mil mulheres espalhadas principalmente na região norte e nordeste do País. Estas mulheres, encontraram na organização em forma de cooperativas e associações, a valorização do trabalho rural feminino, por meio da exploração sustentável da cadeia produtiva do babaçu e o desenvolvimento de seus produtos, como o mesocarpo (ou farinha de babaçu), óleo, azeite, sabão em barra e pasta de brilho.

Os movimentos sociais que agruparam as quebradeiras de coco babaçu com a missão de organizar as mulheres trabalhadoras para que estas passem a conhecer os seus direitos, defendam as palmeiras de babaçu que eram constantemente queimadas pelos latifundiários e, com isto, promovam melhores condições de vida nas regiões do extrativismo do babaçu, nasceram na segunda metade da década de 80 e desde então, vem travando duras lutas contra fazendeiros, pecuaristas e grandes empresas. Infelizmente, muito sangue já foi derramado nesses embates, mas a realidade atual é bastante promissora, com o empoderamento feminino, cursos para capacitação tanto de produção quanto de gerenciamento, o aumento da renda familiar média mensal que antes estava em torno de R$100,00, estas mulheres tem vencido luta após luta.

O babaçu ainda é um tesouro brasileiro desconhecido pela sua população, o que é muito triste, mas quanto mais a gente fala de economia solidária, quanto mais a gente valoriza os nossos produtos, os nossos trabalhadores e o nosso povo, mais a gente contribui para essa mudança que vem ocorrendo na nossa sociedade.

Seja você como produtor ou como consumidor, você faz parte disso. Orgulhe-se. De pouco em pouco, todos nós estamos mudando o mundo!

 

Para não falar de crise: Consumo sustentável

Faz bem uns dois anos que eu ouço falar ininterruptamente sobre crise. Quando eu fui montar meu escritório, o conselho é para que não fizesse, porque o país estava em crise. Quando eu quis mudar para um aluguel mais caro, o conselho é que eu não fizesse porque o país estava em crise. Quando eu quis mudar de emprego, sabem qual era o conselho? Poisé.

Eu sei que a situação não está facil. Sei que ano passado e ainda neste ano, milhares de demissões foram feitas e sei que o supermercado está caro, mas a verdade é que a crise (quase) não me atingiu.

Ontem, enquanto jantávamos a gente estava conversando em como 2015 e 2016 têm sido anos bons para nós. O Bruno está no mesmo emprego, logo a renda é a mesma. Eu, que larguei um emprego e comecei um negócio novo, também estou indo bem, mesmo que a minha renda tenha diminuído um pouco.

A verdade, é que de uns dois anos pra cá a gente iniciou um movimento em casa de consumo sustentável e com isso nossos gastos caíram drasticamente. A gente se desfez de um carro que não precisávamos, diminuímos o consumo por impulso, diminuímos as compras parceladas, mudamos para uma cidade mais barata, passamos a confraternizar mais com os amigos em casa do que nos bares carísssimos e, neste ano, o que acabou cortando mais da metade de nossos gastos com o mercado, é o fato de termos diminuído drasticamente o consumo de industrializados. A gente não come mais carne durante a semana, compramos apenas legumes, frutas e verduras, temperos a granel e sem refrigerante. Passamos a consumir roupas de pequenas marcas aqui de Blumenau, compro mais no comércio de rua do que no shopping e aumentamos as refeições em casa.

Todos esses ajustes foram feitos naturalmente. A cada mês a gente encontrava supérfluos na nossa vida que atrapalhava o orçamento, a saúde, a dieta, as ideologias e por aí ia. A gente sabe exatamente o quê gostamos de consumir e não queremos abrir mão, viagens, por exemplo é um deles.  A gente começou a perceber que às vezes gastava o dinheiro de uma viagem legal sem nem perceber, só consumindo de forma enlouquecida, desenfreada, seguindo a cartilha que ensinaram para a gente: consuma muito e seja feliz. Hoje a gente sabe que a verdade é o contrário: consuma menos e seja feliz.

Vemos ao nosso redor muita gente reclamando da crise. Muito porque os gastos aumentaram e a renda não. Outros porque a renda diminuiu e os gastos foram mantidos, mas ninguém quer rever a forma de consumo. Enxergo esse momento como uma ótima oportunidade para promover a mudança de alguns conceitos na nossa vida. Quem não muda pelo amor, muda pela dor. Ainda bem que escolhemos mudar pelo amor lá em casa, e nessa época difícil a gente tem ficado tranquilo.

Esse texto, não é para defender governo dizendo que não há crise, mas sim, para dizer que, com ou sem crise, o consumo sustentável sempre será a chave para uma boa vida, tranquila e com o que importa e hoje, mais do que nunca, a gente quer levantar essa bandeira para o mundo.

Texto escrito por Dani Menezes, nossa facilitadora do 16ª Open Mic – Economia Solidária.

Economia solidária: Do Maranhão para o mundo!

Vocês estão prestando atenção na revolução que anda acontecendo na minha vida? Pois prestem e anotem aí, é daqui para o mundo rsrs.

A gente quando se abre para o Universo e deixa as oportunidades entrarem é capaz de promover coisas incríveis na vida, né!? Larguei o Direito por que estava insatisfeita com a qualidade da minha vida, com a qualidade do resultado que o meu trabalho tinha na vida dos outros, porque ele trazia negatividade aos meus dias e muitos outros motivos. Eu talvez nunca vá saber explicar para vocês o que se passava aqui dentro de mim – deve ser algo que apenas eu e o Bruno (por acompanhar bem, bem de perto) consiga compreender.

O último post foi para contar pra vocês que eu estava enveredando pelo ramo da saboaria artesanal. Pois bem, saí de férias e fui visitar a minha família paterna em Codó, no Maranhão, quase divisa com o Piauí. Fazia parte dos meus planos comprar óleo de babaçu para utilizar como matéria prima nos meus sabonetes. Fazia parte dos meus planos fazer um mini documentário mostrando para vocês como é a vida naquela região. Fazia parte dos meus planos mostrar ao meu professor e ao mundo, que ninguém parou de trabalhar porque ganha bolsa família. Não fazia parte dos meus planos ter esquecido a minha máquina digital..rsrs (mas a gente filmou com o celular mesmo assim).

Chegando lá, meu avô me levou na associação das mulheres quebradeiras de coco para que eu conhecesse um pouco a história delas e como acontecia toda a produção. Comprei 6 litros de óleo e anunciei em alguns grupos que eu estava trazendo, caso alguém se interessasse. As pessoas enlouqueceram. Resultado 1: larguei praticamenteTODAS AS MINHAS ROUPAS em São Paulo e trouxe os meus 23kg de bagagem CHEIA DE OLEO DE BABAÇU. Resultado 2: Papai já mandou quase mais 60 litros de óleo pra mim, desde que eu cheguei em Blumenau no dia 19 de abril. Vou dominar o mundo, ou não vou?

Agora vou explicar melhor toda a situação, sentem aí que lá vem história.

Eu saí do Maranhão em 98 mas o Maranhão nunca saiu de mim. Eu já havia bolado na minha cabeça trocentos mil planos desde voltar para São Luís a fazer algo que impulsionasse o meu estado, tão judiado pela aquela família que não devemos nomear. Com exceção de levar os amiguinhos para fazer turismo sempre que a gente tem oportunidade, quase todos os meus outros projetos falharam, porque eu não fazia ideia de por onde começar. E não tinha ideia até o dia 07 de abril, quando fui visitar a associação em Codó e passei a pesquisar tudo a respeito do babaçu, que vou falar aqui de forma bem suscinta.

A maior parte das palmeiras de babaçu está no Maranhão, mas estados como Piauí, Tocantins e Pará, também são beneficiados. O babaçu é responsável pela renda de quase 300 mil mulheres, que são conhecidas pelo nome de quebradeiras e que enfrentaram e continuam enfrentando uma luta diária para conseguirem seguir com o seu trabalho. Muitas palmeiras estão dentro de fazendas particulares, que passaram a impedir a entrada das trabalhadoras para pegar o coco. Mais criminoso ainda, é a atitude de tacar fogo nos babaçuais apenas para prejudicar as mulheres ou para transformar em pasto (um dos motivos pelo qual cortei drasticamente a carne na minha vida, mas isso é papo pra outro texto). Em 1997 foi aprovado no município de Lago do Junco, no Maranhão a lei do babaçu livre, que basicamente tenta regulamentar a atividade das quebradeiras, impondo restrições a derrubada das palmeiras e evita que os fazendeiros impeçam a entrada das mulheres em suas propriedades. No entanto, tal lei ainda é municipal e beneficia cerca de 10 mil mulheres no total e estamos nos cafundós do Nordeste, sabem o que isso significa né? Lei é luxo!

Aos poucos, as quebradeiras foram se juntando e formando associações para que pudessem ser mais fortes ao enfrentar tantas batalhas. Em 1995, foi criado o movimento interestadual das quebradeiras de coco babaçu (MIQCB), que luta pelo direito a terra e a palmeira para que possam trabalhar e manter a natureza estável, além de pleitearem o reconhecimento das quebradeiras de coco como uma categoria profissional.

Do MIQCB foram surgindo pequenas associações, cada uma em sua região. A que eu visitei foi a de Codó, comandada pela dona Áurea e bem cuidada pela dona Ló. Mas há várias outras espalhadas por aí.

Da palmeira quase tudo se aproveita. Da palha, elas fazem artesanato e cobertura de suas casas, da casca fazem carvão, das amêndoas, azeite, óleo, sabão, sabonete, pasta de brilho e a farinha, conhecida como mesocarpo e, das sobras é feito o que chamam de torta, que serve para alimentação animal. É um daqueles tesouros brasileiros que ninguém valoriza, que ninguem aproveita. Fui pesquisar e descobri que a quase 10 anos, o Brasil exporta paraos Estados Unidos e Europa, e o salões de  Milão desde 2013, utilizam escova de babaçu em suas clientes. Enquanto isso, nós, vamos ficando para trás. Judiando de nossas guerreiras, condenando-as ao esquecimento, utilizando em nossa casa, produtos caros, de péssima qualidade e cheios de química. As pessoas falam “antigamente, o povo comia ovo e bacon no café da manhã e ninguem tinha nada”, é claro, eles não se envenenavam constantemente como a gente costuma fazer.

Eu não preciso dizer que fiquei apaixonada por aquilo tudo. É um trabalho de economia colaborativa. É um trabalho que fortalece as mulheres. Elas, são feministas e nem conhecem esse termo. Muitas, iniciaram como quebradeiras para não depender do sustento do marido. Outras, cansadas de serem abusadas, encontraram no trabalho de quebradeira uma forma de ser independente, com uma renda de R$100,00 por mês, que é o suficiente para não deixar sua família morrer de fome, em um dos estados mais pobres desse País. São mulheres que poderiam ter baixado a cabeça e desistido, mas não. Elas reagiram, lutaram, batalharam, tiveram imensas conquistas, que eu, com meu diploma de advogada nunca terei nessa vida – eu não sei o que é passar fome, eu não sei o que ter necessidade. Eu sei o que é reclamar de barriga cheia, isso eu sei.

No final das contas, eu iniciei um trabalho aqui na região Sudeste e sul de formiguinha. Um trabalho que movimenta a renda das mulheres do meu amado Maranhão. Um trabalho que de forma tímida, melhora a divisão de renda desse país. Toda pessoa que compra um óleo comigo e não compra o que está no mercado, coloca um prato de comida na mesa de alguém lá em Codó. Ela não contribui paara que o CEO de uma grande indústria compre uma lancha nova, ou vá viajar de primeira classe, NÃO, ela dá a esperança que de repente a neta da Dona Ló, possa ter estudo e não ser analfabeta como boa parte das quebradeiras, que ela aprenda a falar inglês, que ela não passe necessidade, que ela possa ter um diploma. Essas coisas que a gente sonha pra gente que está por aqui mas que eu não sei por qual motivo entendemos que não pode ser um direito delas. Sabe aquela história que pobre tem que andar de ônibus enquanto rico é que anda de avião? Então, poisé..é isso.

E, se não fosse a satisfação imensa que invade o meu peito ao estar fazendo isso, os presentes que eu tenho ganhado é algo incrível. Praticamente, cada pessoa que compra algo comigo, vira uma amiga aqui no facebook. Vira e mexe o Bruno pergunta “que tanto você faz nesse facebook?” as respostas variam “tô papeando aqui com uma menina que conheci lá na comunidade”, “tô pegando uma receita aqui com uma menina que comprou óleo” ou ” tô combinando aqui de tomar um cerveja que a fulana de tal”. Sabe aquela energia boa? Elas querem o óleo pra passar no cabelo, pra usar na cozinha, pra conhecer, mas se interessam pela história toda, abraçam o meu sonho, divulgam em suas redes sociais, assim, por pura satisfação. Antigamente, 98% dos meus clientes só reclamava até mesmo quando a gente ganhava. Agora não. Eu vendo, sigo um sonho, ganho um dinheiro, faço amiguinhas, meu coração fica feliz. É um ciclo desses que a gente só pode agradecer né!? E eu vou repetir de NOVO o que eu sempre digo: Se você quer mudar sua vida, apenas COMECE.

É isso..Fiquem com uma musiquinha do babaçu😉 Apresentação das quebradeiras de coco babaçu!

Ei! Não derruba esta palmeira
Ei! Não devora os palmerais.
Tu já sabes que não pode derrubar,
precisamos preservar as riquezas naturais.

O coco é para nós grande riqueza,
é obra da natureza, ninguém vai dizer que não.
Porque da palha só se faz casa pra morar
Já é meio de ajudar a maior população.

Se faz óleo pra temperar a comida,
é um dos meios de vida pros fracos de condição
Reconhecemos o valor que o coco tem,
a casca serve tambem pra fazer o carvão.

Com óleo de coco, as mulheres caprichosas
fazem comidas gostosas de uma boa estimação
Merece tanto seu valor classificado que,
com óleo apurado, se faz o melhor sabão.

Palha de coco serve pra fazer chapéu,
da madeira faz papel ainda aduba o nosso chão
Talo de coco também é aproveitado,
faz quibane, faz cercado pra poder plantar feijão

A massa serve pra alimentar o povo.
Tá pouco o valor do coco, precisa dar atenção
Para os pobres, este coco é meio da vida
Pisa no coco, Margarida! E bota leite no capão

Mulher parada, deixa de ser tão medrosa!
Seja um pouco mais corajosa, segura na minha mão
Lutemos juntas com coragem e com amor
Pra o governo dar valor a esta nossa profissão

Santa Maria é a nossa companheira
Grande força verdadeira que proteje esta nação
Que fortalece a nossa luta pouco a pouco
E a mulher que quebra o coco pede a sua proteção

Texto escrito por Dani Menezes, nossa facilitadora do 16ª Ed. do Open Mic – Economia Solidária.

Como dar o próximo passo para tirar sua ideia do papel

 

Eu passei alguns anos da minha vida em busca do emprego dos meus sonhos: ter um bom salário, horário flexível de trabalho, oportunidade de crescimento constante, autonomia para criar e decidir, etc.

Mas foi quando abri o meu PRÓPRIO NEGÓCIO – a Escola da Nova Economia – que descobri ser essa a melhor maneira de reunir todas essas características, afinal ser empreendedor é o trabalho mais completo e desafiador que alguém pode ter!

Mas pra chegar a tomar esse decisão de empreender não foi nada fácil! Entre idas e vindas, aprendi muita coisa sobre qual comportamento adotar, quando estou um passo antes de abrir efetivamente o meu negócio.

Compartilho abaixo com vocês as 5 Melhores Dicas para você também dar o próximo passo e tirar sua ideia do papel!

Boa sorte!

5 Melhores Dicas para você tirar sua sua ideia do papel! – Download aqui!

Wagner Mattos
Fundador, Docente e Aprendedor
Escola da Nova Economia
Já foi facilitador aqui na isCool – veja!

Os problemas que a Minha Startup Enxuta esta solucionando

Nunca fui o cara mais empreendedor na vida. Sempre busquei conquistar as coisas que eu achava legal para mim e que poderiam me fazer bem (financeiramente falando, inclusive) no futuro. Seja na graduação ou até nas experiências profissionais que eu tive, sempre entendi que todo esse tempo trabalhando para os outros me reservava uma experiência empreendedora para o meu futuro — até que chegou.

Workshop — Minha Startup Enxuta, dia 29 de Março, em Blumenau. Inscrições limitadas aqui.

Mas olhando para trás, fica difícil apontar, com precisão, quando exatamente eu entendi que eu poderia construir o meu próprio negócio. Na verdade sim. Depois de uns 3 anos de Universidade, comecei a me envolver em atividades paralelas aos meus estudos — voluntariado, movimento estudantil e outros grupos independentes na cidade.

Todo esse tempo no terceiro setor, pôde me proporcionar um conhecimento empreendedor riquíssimo que, por mais que eu não tivesse obrigações “com fins lucrativos”, todas me exigiam comprometimento e uma inteligência que você só aprende se expondo aos riscos de ambientes de incertezas — coisa de startups.

Assim, fui construindo essa identificação com empreendedorismo e, unindo essas experiências com a necessidade de um formato mais ‘legal’ de educação, entendi que a iscool pudesse sair do papel. Além do mais, essas experiências fora da Universidade me ensinaram tanto (e bem mais, na verdade) quanto nas salas de aula. Juntando isso aos problemas que a nossa sociedade sofre pela falta de educação de qualidade que estamos submetidos, não se restou qualquer dúvida que era nesse mar de oportunidades que eu gostaria de atuar:

Entendi que eu poderia unir o empreendedorismo no qual eu aprendi a gostar e a desenvolver com carinho junto com educação, e assim, tentar provocar alternativas para melhorar a educação da minha cidade de alguma forma.

O conceito que me permitiu avançar com a ideia da iscool foi o seguinte: a responsabilidade de ensinar é de todos e qualquer pessoa pode compartilhar os próprios conhecimentos por meio de alguns recursos mínimos. Assim, nossa proposta é explorar o potencial das pessoas e permitir que qualquer pessoa possa ensinar o que sabe para quem quer aprender.

Foi nesse sentindo que a iscool saiu do papel.

Uma breve pausa: gente, a iscool é um projeto educacional que não tem sequer 1 ano, ok? Não estou escrevendo esse texto como se ela fosse um case de sucesso do Vale do Silício, beleza? O conceito de sucesso é muito relativo e pessoal e, neste caso, ultrapassar os 650 inscritos nas nossas atividades representa um sucesso muito legal para nós =)

Entendendo que você não precisa, necessariamente, de uma experiência de CEO ou Diretor “Whatever” no seu currículo e/ou ter um diploma de uma graduação para justificar o seu interesse empreendedor. Muitas pessoas conquistam experiências empreendedoras sendo, pasmem, meros consumidores. Ou seja, essas pessoas passam diariamente por situações corriqueiras buscando por soluções para suas necessidades e, quando não encontram essas soluções, entendem que precisam criar algo do zero. Logo, viram empreendedoras para problemáticas reais nas quais elas mesmos sofreriam

Com isso, entendo que empreender é uma questão de propor soluções para problemas reais diante daquilo que você tem a disposição — sendo você empreendedor nato, melhor aluno da sala ou um simples consumidor.

Assim, na minha visão, quando você quer construir um negócio próprio, você só precisa fazer a conexão de alguns pontos e não se prender às dificuldades que surgirão no caminho. E claro, se você tiver um propósito bem claro na sua cabeça sobre a real importância da sua ideia na sociedade, as suas chances de ‘sucesso’ serão ainda maiores.

Portanto, é tudo uma questão de convergência:

Ou seja, você pode ter uma paixão muito intensa sobre uma ideia ou hobby a ponto de querer abrir um negócio próprio, mas se esse hobby não interessar aos outros, então você terá problemas.

Identificar as necessidades das pessoas é quase que um primeiro passo na construção do seu business. Eu só conectei os pontos (empreender + educação) quando eu entendi que eu teria problemas para resolver — e se estamos falando de educação, sabemos que temos um montão de problemas.

Perfeito, o que a iscool busca solucionar então? Alguns dos problemas que listamos para resolver:

  1. Um formato de educação mais independente: ou seja, um formato de educação no qual o professor ensinasse da forma que quisesse e o aluno aprendesse o que fosse realmente importante para ele. Assim, a iscoolelimina a pressão ‘de algum superior’ dizendo coomo eles têm que ensinar os alunos (e isso muitos professores enfrentam dentro de uma instituição conservadora, acredite) e também busca eliminar o fato de existir muitas matérias ‘para encher linguiça’ na grede curricular que até hoje muitos graduados não sabem o porque que tiveram que ‘aprender’ aqueles conteúdos.
  2. Renda extra e novas conexões: se eu estou dizendo que todo mundo tem algo para compartilhar e o nosso papel é operacionalizar essas condições, logo eu preciso criar uma fórmula para que, além de tudo, essas pessoas sejam remuneradas por isso. Se já não bastasse a remuneração, fazer novas conexões pode tornar as suas ideias em probabilidades ainda mais verdadeiras no futuro. O que eu to querendo dizer é que, ao invés de você ficar sentando no sofá “com a boca escancarada cheias de dentes esperando a morte chegar”, você pode compartilhar seus conhecimentos, ajudar na educação da sua cidade, ganhar uma renda extra e ainda fazer novas conexões.
  3. Temos o tempo que muitos não têm: parece que aqui nós ganharemos o nosso público-alvo. Cara, se a iscool organiza atividades educacionais para pessoas ‘normais’, é porque essas mesmas pessoas não possuem tempo ou expertise nessas construções para se preocuparem. No fim, apenas estamos dizendo o seguinte: se preocupe apenas com a sua apresentação e o resto é com a gente.

Esses foram apenas alguns pontos em que eu pensei na hora de focar nossas soluções, mas sei que as necessidades poderão mudar e saber identificar novas oportunidades será essencial na vida da iscool.

Empreender é basicamente resolver os problemas de outras pessoas por meio de soluções sustentáveis. Uma vez que você possui alguma solução em que poderá mudar a vida de outra pessoa positivamente, então você será remunerado por isso.

Pergunte para as pessoas chaves no seu mercado foco o que elas fazem, como elas buscam informações sobre os serviços e produtos que você quer oferecer, faça pesquisas de mercado, teste protótipos, valide algumas hipóteses e ouça as pessoas. São apenas algumas dicas para você entender as necessidades do seu público-alvo.

Portanto, se eu posso recomendar um bom começo para o seu business daqui para frente, busque entender qual é o problema que você está querendo resolver e trate de resolvê-los da melhor forma possível — sem se prender as primeiras dificuldades que você encontrar.

Naturalmente, a iscool é uma plataforma que se desenvolve e (com menos intensidade) busca se reinventar o tempo todo. Essa necessidade de se desenvolver entendendo os problemas dos outros e até buscando outras propostas de solução além da educação, me faz entender que a iscool é uma ideia que esta se preparando para encarar os desafios do mundo empreendedor.

Produto pronto é melhor que produto perfeito, não se esqueça disso. Enquanto você busca pela perfeição, seu concorrente poderá oferecer uma solução que substituirá seu perfeccionismo e, em muitos casos, o pioneirismo leva sempre a melhor.

Então é isso gente. Bora construir ideias legais e divertidas, mas que estejam alinhadas com o que as pessoas estão precisando.

Um forte abraço.

Por Rodrigo Oneda Pacheco, fundador da iscool.

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