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Turma da Univali participa de um diálogo sobre mercado de trabalho e educação aqui na isCool

Os 10 aplicativos mais usados por empreendedores de Marketing Digital

A cada dia cresce o número de pessoas que utilizam pelo menos um aplicativo para ajudá-lo a gerenciar o seu negócio. As ofertas são inúmeras. E o melhor: sem pagar nada por isso. O Digitais do Marketing entrevistou alguns empreendedores do ramo de Marketing Digital para saber sobre quais são os aplicativos que eles mais utilizam no seu dia-a-dia.  São desde apps para gestão das contas até para cadastro de pedidos e para comunicação com a equipe. Todos os aplicativos indicados são gratuitos ou possuem alguma forma gratuita de uso. Nas versões pagas, alguns aplicativos são precificados em dólar e outros em reais (caso a empresa já tenha operações personalizadas para o Brasil).

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1 – Asana

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O objetivo desta plataforma é que os gestores consigam visualizar os projetos por meio das tarefas e do seu andamento e, assim, gerir o negócio por meio de conversas coletivas e privadas através de uma interface que integre todas as ações descritas.

Yuri Moreno, diretor de Marketing da Epicfy, utiliza o Asana para gerenciar o trabalho remoto de parte de sua equipe que trabalha em cidades e até países diferentes. “O Asana é um dos softwares para gestão de projetos mais intuitivos e flexíveis que já usei. Ainda não encontrei nenhum processo dentro dos meus projetos que não consegui adaptar ao sistema”.

O Asana possui tanto a versão gratuita quanto a versão Premium. A ferramenta está disponível para desktop, Android e iOS.

2 – Canva

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Por ser muito visual e de fácil compreensão, o Canva é uma ferramenta muito prática. É uma das ferramentas de criação de conteúdos gráficos mais simples de utilizar, até para quem não domina o Photoshop.

“Canva é um aplicativo incrível para editar imagens para as redes sociais e para os posts do blog. A versão gratuita já é muito boa e completa, mas na versão paga a opção Magic Resizete ajuda a economizar muito tempo, pois cria a imagem nos diferentes formatos das redes sociais que você selecionar”, conta Helena Sordili, sócia do Carranca Design e blogueira.

O Canva possui tanto a versão gratuita como paga. A ferramenta está disponível para desktop, Android e iOS.

3 – Evernote

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Com o Evernote é possível escrever e armazenar notas de diversos assuntos, em formatos como texto, áudio e foto. Você ainda pode acessá-lo em diversos dispositivos e compartilhar com quem desejar. Muito empreendedores usam o Evernote por conta de proteção de informações e de compartilhamento. O Evernote possui os planos Basic (gratuito), Plus, Premium e Business. Há a versão para desktop, para Android e para iOS.

4 – Followers para Instagram

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Além de usar o Instagram para divulgar o seu negócio, é preciso ficar atento em como anda a presença de sua empresa ou marca nesta rede. O Followers for Instagram serve para conseguir acessar dados sobre quem deixou de seguir o perfil da sua empresa, quantas pessoas estão engajadas com sua marca e quais postagens deram mais certo. O Followers for Instagram está disponível apenas para iOS. Ele é gratuito, mas há recursos pagos dentro do aplicativo.

5 – Hootsuite

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O Hootsuite é uma ferramenta que permite o agendamento em massa de posts nas redes sociais. Através dele é possível gerenciar na mesma tela os posts no Facebook, no Instagram e no Twitter, por exemplo, além de seguir as estatísticas de audiência de cada página e perfil. A ferramenta é gratuita para gestão de até três contas. Além da versão para desktop, há versões para Android e para iOS.

6 – Lookback

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O Lookback é uma ferramenta onde é possível gravar as interações que os consumidores fazem com o seu produto, como toques na tela, cliques e comandos de voz usados. É possível analisar esses dados coletados e montar uma imagem de como é a experiência do usuário. O Lookback é gratuito e pode ser usado no desktop e em smartphones com Android e com iOS.

7 – Qipu

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Qipu é uma ferramenta que ajuda a controlar as obrigações das microempresas, enviando alertas sobre contribuições fiscais, sobre a arrecadação do microempreendedor ou sobre os benefícios a que ele tem direito. O aplicativo é gratuito e está disponível para Android, para iOS e para Windows Phone, além da versão web.

8 – Slack

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O Slack permite conversar por canais (grupos com várias pessoas) ou enviar mensagens privadas. Existe uma versão gratuita, mas os planos pagos vêm acompanhados de um histórico completo da conta, com backup de textos e arquivos. Na opção gratuita a possibilidade de criar categorias de backup de arquivos importantes é limitada.

“Com o Slack tenho certeza de que todos as comunicações importantes com meus clientes e equipe vão estar em um lugar só, ao invés de ficar procurando em diversos sistemas e ferramentas de integração como bots e alertas concentram as informações relevantes de plataformas externas dentro dos nossos canais do Slack”, conta Yuri Moreno, sócio e diretor de Marketing da Epicfy.

O Slack possui uma versão gratuita e paga. Está disponível para Android, para iOS, além da versão web.

9 – Trello

trello

O Trello é um visualizador de listas com um belo visual. Por meio de cartões você pode dividir as áreas de um projeto e acompanhar o progresso de cada um dos setores. Jogando os cartões de um lado para outro, é possível atualizar instantaneamente o progresso de cada tarefa.

“O Trello é uma ferramenta fácil de usar, bastante prática e me ajuda na organização de projetos e tarefas. Além disso, posso compartilhar e dar acesso a outras pessoas da equipe ou clientes. Também uso como ferramenta para guardar arquivos, ideias, roteiros e textos”,  explica Heloísa Zambianco, empreendedora da empresa Marketing & Consultoria Digital.

O Trello possui três planos: o gratuito, o Business Class e o Enterprise. Há a versão para desktop, para Android e para iOS.

10 – ZeroPaper

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O ZeroPaper é um gerenciador financeiro empresarial e o ajuda a organizar seu fluxo de caixa, tudo sem precisar gastar papel.  Basta criar uma conta no site do serviço e inserir dados sobre sua atual situação financeira. Com a inclusão das informações, o ZeroPaper classificará seus gastos por categorias, criando um histórico de orçamento pessoal ou de seu negócio. A partir daí será possível comparar a rotina de gastos mensal ou anualmente, facilitando a tomada de decisões para melhorias imediatas ou futuras.

“Com o ZeroPaper consigo ter uma visão bem detalhada de todas as despesas e receitas da empresa, tanto do passado quanto do futuro. Com isso, consigo saber exatamente o quanto estamos gastando, quanto temos em caixa, quanto vamos ter daqui a um mês, três meses ou um ano. Então, eu fico tranquilo que as contas estão em dia para poder focar na operação da empresa”, explica Rômulo Gomes Nunes, sócio e CEO da Epicfy.

ZeroPaper é gratuito e pode ser usado no desktop e em smartphones com Android e com iOS.

Fonte: Digitais do Marketing.

 

Ensino, logo aprendo. Compartilhe o que você sabe, mesmo não sendo um especialista

Uma vez me perguntaram se o modelo de educação que a isCool promove tem de fato algum valor. Primeiramente eu fiquei um pouco assustado porque, acima de tudo, eu não sou pedagogo e isso me limita um pouco para responder esses tipos de questionamentos mais técnicos ou setoriais.

Mas ao mesmo tempo, percebo que a resposta para essa pergunta pode ser feita de várias maneiras, todas justificando os desafios que o modelo proporciona ao mesmo tempo enfatizando sobre os benefícios que ele promove para os outros.

Resumindo, é o seguinte: sim, eu aposto nesse modelo! Eu simplesmente acredito que a educação ela pode ser muito mais simples e direta comparada ao modelo tradicional que temos desde a infância. E entendendo essa lógica, uma forma de permitir que a educação vire algo mais acessível para as pessoas e descentralizar a responsabilidade de alguns agentes sociais importantes na sociedade (professores e políticos, por exemplo) e emponderar pessoas comuns e dizer que elas, também, tem esse dever de compartilhar conhecimentos com outras pessoas.

Ou seja: não é só um professor ou um político que são responsáveis por um país melhor por meio da educação. Nós, como cidadãos, também temos esse dever e nada mais justo do que assumir essa bronca com eles.

E quando você vê uma ‘pessoa normal’ assumindo o papel de um professor em frente a uma turma de 20 ou 30 pessoas, é porque você entende que a educação simples e acessível é muito possível de realizar.

Assim, reforço a minha crença que sim, o modelo da isCool faz muito sentido. Pelo menos para mim.

Mas se eu não sou um especialista, por que eu deveria ensinar alguém?

Primeiro, você não precisa ser um especialista para compartilhar seus conhecimentos com alguém. Até porque, se pararmos para pensar nessa lógica, há muitos especialistas dentro de uma Universidade e ainda assim, esses ambientes não são perfeitos. Seja pela didática mal feita, pelo salário mal pago ou pela estrutura precária, o fato do professor ser especialista não garante nada – por mais que possa ajudar bastante.

Assim, toda vez que alguém vem compartilhar algum conhecimento com a isCool, a gente fala o seguinte: “cara, não importa o que você sabe e o quanto isso pode ser importante para alguém, uma vez que você tem sangue no olho e vontade de impactar as pessoas, nosso papel é fazer isso acontecer. Não julgamos conhecimento, mas trabalhos a força de vontade.” Tá, ok. Não é exatamente nessas palavras, mas essa é a mensagem.

Uma sugestão bem interessante para quebrar essa pira é entender o que Sean McCabe, um letrista e designer tipográfico que construiu uma comunidade de milhares de pessoas, disse uma vez:

“Não se precisa ter uma audiência para ensinar, e nem se precisa ser um especialista. Se constroi uma audiência e se é visto como um especialista AO ensinar.”

— Sean McCabe, (@seanwes) 9 de junho de 2014

O cara que cria sua audiência desenvolvendo experiências de educação se torna uma referência mais rápido do que aquele que espera a excelência como um ponta pé inicial. Ora, eu mesmo já realizei 5 workshops pela isCool (e to montando outro) para falar de empreendedorismo e o máximo de empreendedorismo que eu cheguei foi presidir uma ONG na minha cidade até criar a isCool de fato.

Ou seja, eu não precisei ter um status de grande sucesso para ajudar outras pessoas. Eu entendi que o meu conhecimento poderia ajudar pessoas que ainda estavam aprendendo sobre empreender e montei uma apresentação para ela. Logo, fui me tornando uma referência para elas e as coisas foram tomando proporções maiores – inclusive surgindo convites para palestras e TEDx. Do caralho!

Não há problema em não saber todas as respostas, e tudo bem cometer erros. Ao vermos o processo sob a perspectiva de “compartilhar o que se sabe” isso abre o espaço para que nos sintamos confortáveis para errar, mudar de opinião e compartilhar o conhecimento no contexto da própria experiência. Não torna o processo em nada menos valioso para os “alunos”, mas pode ser mais fácil começar encarando assim.

Ensino, logo Aprendo

Meu, frase baita clichê, e não sei o que. Mas cara, faz todo o sentido. E faz ainda mais sentido quando a gente coloca essa frase em baixo da nossa logo. Genial! Essa ideia faz a gente acreditar ainda mais no que fazemos e não é só a gente que pensa assim.

Essa pesquisa mostrou que quando explicamos algo, entendemos melhor nós mesmos. O processo de ensinar ajuda a reconhecer falhas em nossa própria compreensão e a organizar melhor a informação em nossas mentes.

Também assimilamos melhor as informações novas quando estamos cientes de que as estaremos ensinando no futuro. Isso parece ocorrer por que é uma forma diferente de focar o material de aprendizado. Sabemos que precisamos prestar atenção aos pontos mais importantes e organizá-los em nossas mentes quando precisamos ensinar aquilo a alguém.

Na isCool, acreditamos que você aprende ensinando tanto quanto quem apenas aprende. E isso é o nosso maior propósito. A partir do momento que você está exposto a um desenvolvimento a partir do seu próprio conhecimento, chegou a hora de colocar tudo isso para fora!

E não precisa ser somente com a gente não, fica frio. Explore outras perspectivas. Mesmo que você tenha uma audiência de zero pessoas, comece o blog, o podcast ou a criar vídeos para compartilhar os conhecimentos que você está aprendendo. Você colherá os benefícios em seu próprio processo de aprendizado, não importa se você já está ajudando os outros ou não.

E por fim, ensinar te faz virar uma referência de acordo com a audiência que você constrói além da dedicação que você deposita nos conteúdos que você desenvolve. O reflexo pode ser imenso, inclusive na sua marca comercial.

Quando você cria conteúdo útil em termos práticos, isso o ajuda a consolidar uma audiência melhor do que qualquer outro tipo de conteúdo.

Como James Clear já apontou, pessoas bem sucedidas começam antes de se sentir prontas. Ensinar não é exceção.

Não se preocupe com ter atingido o status de “especialista”, ou com o tamanho de sua plateia. Coloque o foco no que já aprendeu, e no que está aprendendo agora, e em como seria possível compartilhar essas lições de forma a ajudar os outros. Pode ser útil imaginar que se está ensinando a si mesmo no passado, antes de se ter aprendido tudo isso.

Comece a compartilhar o que sabe. E não esqueça que sempre há alguém que sabe menos que você. Vá ajudá-los. Conhecimento só tem valor se for compartilhado.

O resto é resto.

Rodrigo Oneda Pacheco
Diretor de Mim Mesmo na isCool

13 Modelos de Receita para a sua Empresa

No último dia 20 de Janeiro, estivemos numa palestra realizada pelo Profº Carlos Eduardo Bizzotto, no qual foi fundador e primeiro presidente do Instituto Gene, sobre modelos de receita para empresas. A iniciativa foi do próprio Instituto Gene que promoveu o encontro gratuitamente para a galera que estava disposta a conhecer diferentes modelos de receita que poderiam encaixar bem no seu bussiness.

Assim, resolvemos escrever esse post para compartilhar o que aprendemos ontem e complementar algumas das visões que vimos com a galera para que vocês possam desenvolver seus próprios modelos individualmente.

Foque no Modelo de Negócio e não no Produto

Esse foi um dos primeiros insights que tivemos ontem e foi bem interessante. Uma visão super simples da importância que temos que ter sobre o modelo  de negócios que estamos tocando mas que, muitas vezes, empreendedores apenas se preocupam com o produto/serviço em si – seja ele tecnológico ou não. Resumindo, é o seguinte: não basta você ter um produto massa se ele não for útil e sustentável comercialmente.

Um exemplo para essa conversa é o MP3. Até ele ser o que é hoje e ter mudado completamente a forma como consumimos músicas dos anos 90 em diante, ele era uma tecnologia um pouco desconhecida e pouco explorada comercialmente [quer saber mais sobre o MP3? Dê um Google aí e leia sobre Karlheinz Branderburg]. Com seus avanços, foi necessário um modelo diferente para entender que o MP3 em si poderia ser muito mais útil para as pessoas.

Assim surgia o iTunes, um software online que permitia a comercialização de MP3 a baixo custo e o seu consumo dentro de um hardware chamado iPod. Essa combinação moldou o comportamento de milhões de pessoas ao redor do mundo até chegar nessa frenética onda de consumo de produtos da Apple que temos hoje.

Entendendo o seu Modelo de Receita

Considerando a ideia de entender e desenvolver constantemente o seu modelo de negócios, é legal perceber que o nosso modelo tem uma origem e que fluxos de receita surgem para apontar para nós, quais que representam maior lucratividade e que mais interessam para a empresa. Assim, temos:

 

MODELO DE RECEITAS

 

Esses fluxos são identificados nos modelos de receita que criamos dentro do nosso modelo de negócio. E indo por este caminho, você já deve ter realizado algum tipo de Canvas, ou alguma outra técnica para desenvolvimento de modelos de negócio, né? É essencial para você, como empreendedor, caprichar nessas técnicas e entender mais sobre o seu próprio negócio.

Mas cuide: essas ferramentas são super didáticas e divertidas de construir, maaaas você vai precisar colocar em prática o que foi desenvolvido nessas ferramentas e levar as informações do modelo a sério. Tem muita gente que esquece essa parte e depois diz que o processo não vale a pena. Abre o olho, manézão.

Ou seja, sendo via Canvas ou qualquer outro método para construção de modelo de negócios, de alguma forma você precisará saber responder algumas perguntas importantes para o seu próprio negócio. Como:

  • O que é?
  • Para quem serve?
  • Por que ele existe?
  • Como ele funciona?

O próprio Canvas é dividido de uma forma que você consiga responder cada uma dessas perguntas, então se jogue e faça o seu melhor!

Voltando para o modelo de receitas, um exercício simples e que pode te auxiliar nessa construção de alternativas para o caixa da sua empresa é pensar no seguinte.

  • Quais são os modelos de receita que temos atualmente?
    • E em seguida: quais os modelos de receitas que poderemos construir para o futuro?

Assim, provavelmente você desenvolverá algumas hipóteses sobre esses potenciais modelos de receita que a sua empresa poderá ter daqui para frente, logo:

 

ASSIM

 

O último quadrante é o mais importante. A partir do momento que você identificar novos modelos de receita, é hora de desenvolver hipóteses desses modelos (dúvidas, coisas que poderão ou não mostrar que o seu modelo é útil para o seu negócio) e assim ir adaptando com os feedbacks que você for analisando, deixando o produto 100% no final para o seu cliente.

E sobre validação, também discutimos sobre isso na palestra e foi bacana entender que o importante dessa validação (pesquisa e desenvolvimento na prática) é você saber fazer as perguntas certas e entender o problema que o consumidor passa.

validação de receita consumidorO que acontece, muitas vezes, é que o empreendedor oferece uma solução pronta para o cliente e pergunta se isso poderá ser útil para ele. Ou pior, faz a seguinte pergunta: o que você quer?

E é aqui que o pau come: muitos consumidores não sabem o que eles querem e entender a fundo o seu problema, a experiência que ele tem com aquele problema específico, fará muito mais sentido para você e o seu produto/serviço do que uma pergunta simples assim.

 

 

Ou seja: o nosso papel como empreendedor é desenvolver uma solução interpretando o problema que o cliente está passando e assim apresentar uma solução. E não simplesmente apresentar o que o cliente “acha que quer”.

 

13 Modelos de Receita

Bom, chegamos aos 13 de modelos de fato. De acordo com o Bizzotto, existem outros modelos por aí e que você pode complementar o seu estudo  também, mas neste caso da palestra, ele abordou esses 13 e fizemos algumas anotações para compartilhar com a rede. Segue o jogo!

  1. Isca e Anzol: o produto básico é barato ou é oferecido de graça. O “refil”, necessário para utilizar o rpoduto, é vendido cara e com altas margens de lucro. Exemplos: Gilette, HP, Nestlé e Apple/iPod (no caso da Apple, é ao contrário: o produto é caro e para abastecê-lo com apps e etc., os serviços são mais baratos).
  2. Assinatura: o cliente paga um valor mensal/trimestral/semestral para ter acesso a um produto/serviço. Exemplo: Netflix, Dollar Share Club, isCool – Cloob.
  3. Freemium: nesse modelo, o cliente tem acesso grátis a uma versão básico do produto ou serviço, mas tem que pagar por funcionalidades adicionais. Exemplo: Skype, Dropbox, LinkedIn.
  4. Free: o produto ou serviço não é cobrado do usuário final (diretamente). Os dados dos usuários e a atenção dos usuários são o pagamento. Exemplo: Google, Facebook e Snapchat.
  5. Peer to peer: modelo baseado no “matchmaking” entre oferta e demanda, diretamente entre os interessados. Exemplo: UBER, Lyft, Banca Club, Airbnb.
  6. Self Service: aqui, parte do processo de criação do produto ou serviço é realizado pelo cliente. Esse modelo reduz custo que não agrega valor ao cliente ou reduz tempo para a empresa. Exemplo: IKEA, McDonald’s, Accor Hotels (Ibis).
  7. Leilão: nesse modelo, o preço de um produto ou serviço não é determinado apelas pelo vendedor, mas os compradores também influenciam fortemente o valor final. Exemplo: eBay, Mercado Livre, MyHammer.
  8. Crowdfunding: envolve a terceirização do financiamento de um projeto para um determinado público. Exemplo: Cassava Film, MovPack.
  9. Long Tail: o modelo se concentra em vender pequenas quantidades de uma grande variedade de produtos. Exemplo: Amazon, Apple.
  10. Pay as you go: o efetivo de um serviço ou produto é medido e cobrado do cliente. Ex: CELESC, Pay Per Click, Daimler/Car2Go.
  11. Aluguel: você aluga um produto ao invés de vendê-lo para alguém. Ex: Xerox.
  12. White Label: o produto não tem uma marca específica, sendo vendidos para outras empresas, com diferentes marcas. Exemplo: Foxconn, Supermercados que vendem produtos com suas marcas mas que são produzidos por terceiros.
  13. Venda de Informações: aqui, você utiliza informações relacionadas aos clientes cadastrados para vender para outros clientes. Exemplo: Amazon, Google, Facebook, RD.

Independentemente do modelo que você tem e dos modelos que você poderá ter daqui em diante, a regra da validação é essencial: antes de sair vendendo por aí, tente conversar mais com o seu público-alvo, entenda os problemas que eles passam com um determinado problema e pense na possibilidade de validar o que você tá oferecendo para um grupo menor de consumidores.

Entendendo os problemas que você tá buscando resolver e oferecendo a melhor solução para isso, o sucesso é praticamente garantido.

Fique ligado nos nossos workshops sobre empreendedorismo. Nos próximos dias, publicaremos algumas opções legais para você mergulhar de cabeça no seu negócio e desenvolver mais a sua ideia com a gente.

Um abraço e bons negócios.

Rodrigo Oneda Pacheco – fundador da isCool.

Economia solidária e a mudança na forma de consumo

O mundo da moda é muito bom em repaginar tendências. Notem que as calças bocas de sino agora chamadas de calças flare, voltaram aos editoriais. O mesmo aconteceu com as polainas, cintura alta, ombreiras e até (pasmem!) a famigerada pochete ( que não deslanchou, graças a Deus).

Não é tão diferente assim com o que acontece atualmente com a economia solidária. Criada lá no século XIX por causa da revolução industrial que forçou os trabalhadores a se organizarem em cooperativas e alterarem a forma de consumo e sobrevivência daqueles que estavam sendo substituídos por máquinas, a atual realidade do mundo, com crise econômica, desastres natuais e novas formas de trabalho, faz com que a gente questione o antigo modelo de produção que concentra quase toda riqueza do planeta naquele 1% da população mundial. O nome, criado por brasileiros é recente. A ideia, o modelo e os motivos por trás dessa iniciativa, não.

A economia solidária não se confunde com o terceiro setor, ela não é ONG e não visa a ausência de lucro.  O foco é na valorização do ser humano e na divisão equalitária dos rendimentos, não existindo dessa forma, exploração da mão de obra. A autogestão define a economia solidária, onde todos são donos e todos são trabalhadores. O lucro é repartido igualmente, pois entende-se que não há trabalho mais importante do que outro ( e não há mesmo), todos fazem parte de uma engrenagem onde a atividade de um depende da atividade de seu parceiro. Sem produção não há gerência e sem gerência não há produção, simples assim. A Volkswagen não existiria se não fossem os “peões de chão de fábrica” produzindo os carros, assim, como não seria próspera se não fosse bem administrada. São trabalhos complementares e não mais importantes um do que o outro e, portanto, as remunerações não deveriam ser tão discrepantes.

Para os consumidores, é a oportunidade de fazer uso de produtos mais sustentáveis tanto ambientalmente, quanto socialmente. É praticamente trazer para si, a responsabilidade pela mudança no mundo. Muito da concentração de riqueza que temos na atualidade, diz respeito a nossa forma de consumir itens caríssimos que se valem de mão de obra escrava sem ao menos questionar.

Desta forma, não há como separar o modo solidário de produzir e consumir da consciência política. Por favor, não confudam política com politicagem. Ao preferir os pequenos produtores e empreendedores, o poder é retirado das mãos de grandes empresas e latifúndios e incentiva o crescimento de projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras (Alô Viacredi para quem é do Vale do Itajaí), cooperativas de agricultura familiar, prestação de serviços e muitas outras que garantem trabalho e remuneração dignas às famílias envolvidas.

Em 2014, havia cerca de 30 mil empreendimentos solidários gerando renda e trabalho para mais de dois milhões de brasileiros, movimentando anualmente cerca de R$12 bilhões.

Estão contabilizadas aí, as quebradeiras de coco babaçu que atualmente são em torno de 400 mil mulheres espalhadas principalmente na região norte e nordeste do País. Estas mulheres, encontraram na organização em forma de cooperativas e associações, a valorização do trabalho rural feminino, por meio da exploração sustentável da cadeia produtiva do babaçu e o desenvolvimento de seus produtos, como o mesocarpo (ou farinha de babaçu), óleo, azeite, sabão em barra e pasta de brilho.

Os movimentos sociais que agruparam as quebradeiras de coco babaçu com a missão de organizar as mulheres trabalhadoras para que estas passem a conhecer os seus direitos, defendam as palmeiras de babaçu que eram constantemente queimadas pelos latifundiários e, com isto, promovam melhores condições de vida nas regiões do extrativismo do babaçu, nasceram na segunda metade da década de 80 e desde então, vem travando duras lutas contra fazendeiros, pecuaristas e grandes empresas. Infelizmente, muito sangue já foi derramado nesses embates, mas a realidade atual é bastante promissora, com o empoderamento feminino, cursos para capacitação tanto de produção quanto de gerenciamento, o aumento da renda familiar média mensal que antes estava em torno de R$100,00, estas mulheres tem vencido luta após luta.

O babaçu ainda é um tesouro brasileiro desconhecido pela sua população, o que é muito triste, mas quanto mais a gente fala de economia solidária, quanto mais a gente valoriza os nossos produtos, os nossos trabalhadores e o nosso povo, mais a gente contribui para essa mudança que vem ocorrendo na nossa sociedade.

Seja você como produtor ou como consumidor, você faz parte disso. Orgulhe-se. De pouco em pouco, todos nós estamos mudando o mundo!

 

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