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3 lições que aprendi no Programa de Inovação da Universidade da Califórnia-Berkeley

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As 11 escolas mais incríveis do mundo

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No mundo todo, a maioria das crianças e adultos passam por uma educação tradicional, na qual aprendem conteúdos enraizados por intermédio de um professor, são testados através de provas e trabalhos, e precisam constantemente comprovar sua capacidade para escalar etapas e chegar até a universidade.

Muitas vezes, esse tipo de abordagem não traz à tona o melhor de cada estudante. Cada vez mais, filósofos, educadores e psicólogos estão descobrindo que as escolas tradicionais são ultrapassadas, matam a criatividade e não suprem a demanda atual por indivíduos com características empreendedoras e inovadoras.

No entanto, algumas das escolas mais incríveis do planeta estão começando a mudar o panorama acadêmico mundial. Conheça onze delas:

1. Vittra

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Nessa escola sueca, os alunos agem de forma independente em seus laptops, em qualquer lugar que lhes seja confortável e conveniente. Com 30 instituições ao redor do país, o método elimina totalmente as salas de aula. Os alunos são livres para trabalhar no que quiserem, sendo que há opções de trabalhos em grupo e “móveis orgânicos conversacionais” que permitem que as crianças interajam umas com as outras.

A Vittra pensa que, ao quebrar as divisões de classe físicas, as crianças podem ser ensinadas a viver com autoconfiança e comportamento comunal responsável. De acordo com a diretora da escola, Jannie Jeppesen, o projeto se destina a permitir que a curiosidade e a criatividade floresçam nas crianças. Eles não trabalham com notas.

2. Escola Primária José Urbina López

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A Escola Primária José Urbina López fica ao lado de um lixão na fronteira do México com os EUA, atendendo moradores de Matamoros, cidade que luta uma extensa guerra contra as drogas. Era apenas mais uma escola formando estudantes desmotivados, até que o professor Sergio Correa Juárez resolveu introduzir um método de educação alternativa em sua classe. Ele adotou uma filosofia educacional emergente que se aplica a lógica da era digital para a sala de aula.

Mais ou menos como o método Vittra, ele resolveu que os alunos deveriam ser livres para se focar nos assuntos que tivessem mais vontade. Como o acesso a um mundo de informação infinita mudou a forma como nos comunicamos, processamos informações e pensamos, Juárez decidiu, baseado nas pesquisas que fez, que conhecimento não deve ser uma mercadoria entregue de professor para aluno, mas algo que emerge da própria exploração movida a curiosidade dos alunos. Seus resultados deram bons frutos: o método revelou habilidades extraordinárias na pequena estudante de 12 anos Paloma Bueno, hoje no topo do ranking de matemática e linguagem no México.

3. Escolas sem professores de Sugata Mitra

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Para implementar sua nova filosofia, Sergio Correa Juárez pesquisou diferentes métodos de educação alternativa, um deles o de Sugata Mitra. Em 1999, Mitra era cientista-chefe de uma empresa em Nova Deli, na Índia, que treinava desenvolvedores de software. Seu escritório ficava à beira de uma favela e, um dia, ele decidiu colocar um computador em uma parede que separava seu edifício da favela. Para sua surpresa, sem ninguém intervir, as crianças rapidamente descobriram como utilizar a máquina. A partir disso, Mitra fez vários experimentos que levaram muito conhecimento a diversas crianças, tão avançados quanto em biologia molecular, por exemplo.

O método de Mitra é mais um que consiste em deixar as crianças aprenderem livremente, sem a presença de uma autoridade. A ideia é que elas se auto-organizem e estejam no controle do seu aprendizado. Nas suas escolas não há professores, currículo ou separação por grupos etários. No entanto, há um grupo de tutores que estão disponíveis via Skype, que os alunos podem consultar se quiserem.

4. Método Montessori

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Método Montessori é o nome que se dá ao conjunto de teorias, práticas e materiais didáticos idealizado inicialmente por Maria Montessori em 1907. O ponto mais importante do método é que a educação se desenvolva com base na evolução da criança, e não o contrário.

Montessori escreveu que o desenvolvimento se dá em “períodos sensíveis”, de forma que em cada época da vida predominam certas características e sensibilidades específicas. Sem deixar de considerar o que há de individual em cada criança, o método traça perfis gerais de comportamento e possibilidades de aprendizado para cada faixa etária, com base em anos de observação. Os seis pilares educacionais de Montessori são autoeducação, educação como ciência, educação cósmica, ambiente preparado, adulto preparado e criança equilibrada.

5. Pedagogia Waldorf

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O método Waldorf foi criado por Rudolf Steiner na cidade de Stuttgart, na Alemanha, para educar os filhos de Emil Molt, proprietário da empresa Waldorf-Astori. Hoje, existem várias escolas no mundo todo (inclusive no Brasil) que utilizam essa pedagogia.

Em resumo, ela tem como objetivo desenvolver a personalidade das crianças de forma equilibrada e integrada, estimulando a clareza de raciocínio, o equilíbrio emocional e a iniciativa da ação. Steiner desenvolveu um currículo que incentiva e encoraja a criatividade, nutre a imaginação e conduz os alunos a um pensamento livre e autônomo.

6. Escola de Summerhill

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A escola se baseia no pensamento do escocês Alexander Sutherland Neill: nela, as crianças fazem o que querem. Com 90 anos de idade, Summerhill é, provavelmente, a mais célebre das chamadas escolas democráticas: as aulas são opcionais e os alunos só as atendem se quiserem. Além disso, a gestão da instituição também é democrática; todas as decisões são coletivas.

Além de Summerhill, pelas contas da Rede Internacional de Educação Democrática, há mais de 200 escolas com essa proposta em 28 países, atendendo em torno de 40 mil alunos. Outros exemplos famosos são a Sudbury Valley School, nos Estados Unidos, e a Escola da Ponte, em Portugal. A experiência lusitana influenciou o projeto pedagógico de instituições brasileiras, como a escola particular Escola Lumiar e as escolas públicas EMEF Desembargador Amorim Lima e EMEF Presidente Campos Salles, todas em São Paulo.

7. Abordagem Reggio Emilia

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Esse método foi criado em 1945 por Loris Malaguzzi, um jovem professor que na época ensinava crianças da região italiana de Reggio Emilia. O sistema educacional tem uma estrutura com uma forte organização, um grande relacionamento com a comunidade e uma intensa participação dos pais.

No ponto central da abordagem, está a crença de que as crianças são cheias de curiosidade e criatividade. Em suas mentes, existem espaços vazios esperando para serem preenchidos por fatos, imagens ou datas. Por isso, o currículo nas escolas é flexível e emerge das ideias, pensamentos e observações das crianças. Seu objetivo principal é cultivar uma paixão permanente pela aprendizagem e pela exploração.

8. The School of Life

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Como podemos desenvolver nosso potencial? O trabalho pode ser algo inspirador? Por que a comunidade importa? A The School of Life (em tradução livre, “A Escola da Vida”) trabalha exatamente questionamentos como esses. Em vez de disciplinas, a instituição coloca em primeiro lugar o indivíduo e as questões que o afetam, como a pressão do tempo e a ideia da morte.

O método foi criado pelo filósofo e escritor suíço Alain de Botton em 2008 e já chegou ao Brasil, com cursos intensivos em São Paulo. A ideia é ajudar os alunos a lidar com os dilemas do ser humano, passando por filosofia, psicologia e artes visuais, e destilar grandes pensamentos de todas as épocas para enriquecer o cotidiano dos estudantes.

9. Brockwood Park School

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Brockwood é uma escola internacional inglesa que oferece uma educação holística personalizada para pouco mais de 70 alunos com idade entre 14 a 19 anos. Seus métodos são profundamente inspirados pelos ensinamentos de J. Krishnamurti, e incentivam a excelência acadêmica, a autocompreensão, a criatividade e a integridade em um ambiente seguro e não competitivo.

A educação Brockwood não é exclusivamente acadêmica. Na verdade, ela integra a excelência acadêmica em sua missão de ajudar os alunos a aprender a arte de viver, e reúne aspectos da aprendizagem, sensibilidade, abertura de espírito e autorreflexão que são muitas vezes ignorados por escolas mais tradicionais.

10. Kaospilot

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A escola dinamarquesa Kaospilot aposta no ensino colaborativo e baseado em projetos para formar seus alunos. A instituição é uma escola internacional de empreendedorismo, criatividade e inovação social fundada em 1991, que propõe uma formação de 3 anos onde os “alunos profissionais” são protagonistas do seu próprio aprendizado, e onde estudos de caso são completamente substituídos por projetos reais com clientes de verdade.

A formação tem três ênfases: desenho e gestão de projetos criativos; desenho e liderança de processos criativos; desenho e criação de novos negócios. A cada ano, formam-se 35 novos “pilotos do caos”. Em 2009, o primeiro brasileiro formou-se por lá, Henrique Vedana, sócio da CoCriar, organização que ajuda grupos de pessoas (como empresas, ONGs e institutos) a se entenderem melhor por meio de conversas que valorizem a habilidade de cada membro para a realização de um trabalho coletivo.

11. Pedagogia logosófica

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A pedagogia logosófica proporciona uma educação voltada à formação mais consciente diante da vida e da sociedade. Com oito unidades educacionais no Brasil e cinco no exterior, a instituição se fundamenta na logosofia, doutrina criada há 80 anos pelo pensador e humanista argentino Carlos Bernardo González Pecotche.

A proposta surgiu como reação à rotina dos conhecimentos e sistemas usados para a educação e a formação do ser humano. O objetivo do ensino é estimular os alunos para que sejam pessoas cada vez melhores e mais conscientes de seus atos, palavras e sentimentos. As escolas com pedagogia logosófica não estimulam competição entre alunos, trabalham a superação das dificuldades com motivação e respeitam as individualidades e limitações de cada um.

Fonte: Hypescience.

Como dar o próximo passo para tirar sua ideia do papel

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Eu passei alguns anos da minha vida em busca do emprego dos meus sonhos: ter um bom salário, horário flexível de trabalho, oportunidade de crescimento constante, autonomia para criar e decidir, etc.

Mas foi quando abri o meu PRÓPRIO NEGÓCIO – a Escola da Nova Economia – que descobri ser essa a melhor maneira de reunir todas essas características, afinal ser empreendedor é o trabalho mais completo e desafiador que alguém pode ter!

Mas pra chegar a tomar esse decisão de empreender não foi nada fácil! Entre idas e vindas, aprendi muita coisa sobre qual comportamento adotar, quando estou um passo antes de abrir efetivamente o meu negócio.

Compartilho abaixo com vocês as 5 Melhores Dicas para você também dar o próximo passo e tirar sua ideia do papel!

Boa sorte!

5 Melhores Dicas para você tirar sua sua ideia do papel! – Download aqui!

Wagner Mattos
Fundador, Docente e Aprendedor
Escola da Nova Economia
Já foi facilitador aqui na isCool – veja!

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Os problemas que a Minha Startup Enxuta esta solucionando

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Nunca fui o cara mais empreendedor na vida. Sempre busquei conquistar as coisas que eu achava legal para mim e que poderiam me fazer bem (financeiramente falando, inclusive) no futuro. Seja na graduação ou até nas experiências profissionais que eu tive, sempre entendi que todo esse tempo trabalhando para os outros me reservava uma experiência empreendedora para o meu futuro — até que chegou.

Workshop — Minha Startup Enxuta, dia 29 de Março, em Blumenau. Inscrições limitadas aqui.

Mas olhando para trás, fica difícil apontar, com precisão, quando exatamente eu entendi que eu poderia construir o meu próprio negócio. Na verdade sim. Depois de uns 3 anos de Universidade, comecei a me envolver em atividades paralelas aos meus estudos — voluntariado, movimento estudantil e outros grupos independentes na cidade.

Todo esse tempo no terceiro setor, pôde me proporcionar um conhecimento empreendedor riquíssimo que, por mais que eu não tivesse obrigações “com fins lucrativos”, todas me exigiam comprometimento e uma inteligência que você só aprende se expondo aos riscos de ambientes de incertezas — coisa de startups.

Assim, fui construindo essa identificação com empreendedorismo e, unindo essas experiências com a necessidade de um formato mais ‘legal’ de educação, entendi que a iscool pudesse sair do papel. Além do mais, essas experiências fora da Universidade me ensinaram tanto (e bem mais, na verdade) quanto nas salas de aula. Juntando isso aos problemas que a nossa sociedade sofre pela falta de educação de qualidade que estamos submetidos, não se restou qualquer dúvida que era nesse mar de oportunidades que eu gostaria de atuar:

Entendi que eu poderia unir o empreendedorismo no qual eu aprendi a gostar e a desenvolver com carinho junto com educação, e assim, tentar provocar alternativas para melhorar a educação da minha cidade de alguma forma.

O conceito que me permitiu avançar com a ideia da iscool foi o seguinte: a responsabilidade de ensinar é de todos e qualquer pessoa pode compartilhar os próprios conhecimentos por meio de alguns recursos mínimos. Assim, nossa proposta é explorar o potencial das pessoas e permitir que qualquer pessoa possa ensinar o que sabe para quem quer aprender.

Foi nesse sentindo que a iscool saiu do papel.

Uma breve pausa: gente, a iscool é um projeto educacional que não tem sequer 1 ano, ok? Não estou escrevendo esse texto como se ela fosse um case de sucesso do Vale do Silício, beleza? O conceito de sucesso é muito relativo e pessoal e, neste caso, ultrapassar os 650 inscritos nas nossas atividades representa um sucesso muito legal para nós =)

Entendendo que você não precisa, necessariamente, de uma experiência de CEO ou Diretor “Whatever” no seu currículo e/ou ter um diploma de uma graduação para justificar o seu interesse empreendedor. Muitas pessoas conquistam experiências empreendedoras sendo, pasmem, meros consumidores. Ou seja, essas pessoas passam diariamente por situações corriqueiras buscando por soluções para suas necessidades e, quando não encontram essas soluções, entendem que precisam criar algo do zero. Logo, viram empreendedoras para problemáticas reais nas quais elas mesmos sofreriam

Com isso, entendo que empreender é uma questão de propor soluções para problemas reais diante daquilo que você tem a disposição — sendo você empreendedor nato, melhor aluno da sala ou um simples consumidor.

Assim, na minha visão, quando você quer construir um negócio próprio, você só precisa fazer a conexão de alguns pontos e não se prender às dificuldades que surgirão no caminho. E claro, se você tiver um propósito bem claro na sua cabeça sobre a real importância da sua ideia na sociedade, as suas chances de ‘sucesso’ serão ainda maiores.

Portanto, é tudo uma questão de convergência:

Ou seja, você pode ter uma paixão muito intensa sobre uma ideia ou hobby a ponto de querer abrir um negócio próprio, mas se esse hobby não interessar aos outros, então você terá problemas.

Identificar as necessidades das pessoas é quase que um primeiro passo na construção do seu business. Eu só conectei os pontos (empreender + educação) quando eu entendi que eu teria problemas para resolver — e se estamos falando de educação, sabemos que temos um montão de problemas.

Perfeito, o que a iscool busca solucionar então? Alguns dos problemas que listamos para resolver:

  1. Um formato de educação mais independente: ou seja, um formato de educação no qual o professor ensinasse da forma que quisesse e o aluno aprendesse o que fosse realmente importante para ele. Assim, a iscoolelimina a pressão ‘de algum superior’ dizendo coomo eles têm que ensinar os alunos (e isso muitos professores enfrentam dentro de uma instituição conservadora, acredite) e também busca eliminar o fato de existir muitas matérias ‘para encher linguiça’ na grede curricular que até hoje muitos graduados não sabem o porque que tiveram que ‘aprender’ aqueles conteúdos.
  2. Renda extra e novas conexões: se eu estou dizendo que todo mundo tem algo para compartilhar e o nosso papel é operacionalizar essas condições, logo eu preciso criar uma fórmula para que, além de tudo, essas pessoas sejam remuneradas por isso. Se já não bastasse a remuneração, fazer novas conexões pode tornar as suas ideias em probabilidades ainda mais verdadeiras no futuro. O que eu to querendo dizer é que, ao invés de você ficar sentando no sofá “com a boca escancarada cheias de dentes esperando a morte chegar”, você pode compartilhar seus conhecimentos, ajudar na educação da sua cidade, ganhar uma renda extra e ainda fazer novas conexões.
  3. Temos o tempo que muitos não têm: parece que aqui nós ganharemos o nosso público-alvo. Cara, se a iscool organiza atividades educacionais para pessoas ‘normais’, é porque essas mesmas pessoas não possuem tempo ou expertise nessas construções para se preocuparem. No fim, apenas estamos dizendo o seguinte: se preocupe apenas com a sua apresentação e o resto é com a gente.

Esses foram apenas alguns pontos em que eu pensei na hora de focar nossas soluções, mas sei que as necessidades poderão mudar e saber identificar novas oportunidades será essencial na vida da iscool.

Empreender é basicamente resolver os problemas de outras pessoas por meio de soluções sustentáveis. Uma vez que você possui alguma solução em que poderá mudar a vida de outra pessoa positivamente, então você será remunerado por isso.

Pergunte para as pessoas chaves no seu mercado foco o que elas fazem, como elas buscam informações sobre os serviços e produtos que você quer oferecer, faça pesquisas de mercado, teste protótipos, valide algumas hipóteses e ouça as pessoas. São apenas algumas dicas para você entender as necessidades do seu público-alvo.

Portanto, se eu posso recomendar um bom começo para o seu business daqui para frente, busque entender qual é o problema que você está querendo resolver e trate de resolvê-los da melhor forma possível — sem se prender as primeiras dificuldades que você encontrar.

Naturalmente, a iscool é uma plataforma que se desenvolve e (com menos intensidade) busca se reinventar o tempo todo. Essa necessidade de se desenvolver entendendo os problemas dos outros e até buscando outras propostas de solução além da educação, me faz entender que a iscool é uma ideia que esta se preparando para encarar os desafios do mundo empreendedor.

Produto pronto é melhor que produto perfeito, não se esqueça disso. Enquanto você busca pela perfeição, seu concorrente poderá oferecer uma solução que substituirá seu perfeccionismo e, em muitos casos, o pioneirismo leva sempre a melhor.

Então é isso gente. Bora construir ideias legais e divertidas, mas que estejam alinhadas com o que as pessoas estão precisando.

Um forte abraço.

Por Rodrigo Oneda Pacheco, fundador da iscool.

A importância da Proposta de Valor para o Varejo

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Em tempos conturbados para o varejo, se faz necessário uma reflexão: o modelo de varejo praticado atualmente é sustentável para o perfil de clientes atuais?

Dia 17 de Maio faremos uma palestra sobre Inovação no Varejo, que tal aprofundar seus conhecimentos com a gente? Inscreva-se aqui!

Vamos fazer uma reflexão sobre PROPOSTA DE VALOR e como ela é importante para o varejo nesses dias atuais. 5 pontos são fundamentais para uma proposta de valor clara e coerente com uma empresa de varejo, veja abaixo:

1 — CONHEÇA O SEU CLIENTE

O primeiro passo para uma proposta de valor clara é identificar o seu segmento de clientes. Para identificar o qual é o seu segmento de clientes você deve responder as seguintes perguntas:

  • Qual é o perfil das pessoas que se interessam pelo produto que vendo? (idade, gênero, poder aquisitivo, local onde moram)
  • Quem são as pessoas que observam o valor no produto que vendo?
  • Quais as suas característica? (compram online?, andam de ônibus?, quais redes sociais utilizam?, etc.)

Segmentar o seu público auxilia no mapeamento das oportunidade de como a sua empresa pode ajudar a resolver os problemas desses clientes. E ao ter essa visão da necessidade do cliente, pode-se planejar de forma mais eficiente suas estratégias de marketing, venda e até entrega do produto.

2 — TENHA EMPATIA PELO SEU CLIENTE

Saber se colocar no lugar do cliente é uma habilidade essencial para construir grandes propostas de valor. Ser empático com o seu cliente, significa identificar quais são os problemas que ele enfrenta no dia a dia e como a sua empresa, sem ser presunçosa, pode auxiliá-lo.

A empatia ajuda a criar uma reflexão sobre o que é realmente importante para o cliente e a partir dessa visão humanizada da necessidade do seu cliente você pode projetar experiências e propostas de valor que realmente terão significado emocional e que irão gerar uma legião de fãs para a sua empresa.

3 — DEFINA O QUE É VALOR PARA A SUA EMPRESA

A definição de valor para cada empresa pode ser muito sugestiva, isso vem do fato que exitem diversas forma de valor para os mesmos segmentos de varejo. Você pode definir que o valor principal da sua empresa é a experiência de compra do seu cliente, pode ser o preço baixo, pode ser o atendimento domiciliar, pode a exclusividade. O importante é que esteja claro, qual é o valor que você quer entregar ao cliente. Esse valor também será explicitado a partir do conhecimento que você tem do mercado em que quer atuar e se estão alinhados com o perfil do seu cliente.

Exemplos de propostas de valor:

  • Eately São Paulo: Proposta de valor baseada em experiência de compra.
  • Livraria Saraiva: Proposta de valor baseada em integração da compra online com a loja física.
  • Casas Bahia: Proposta de valor baseada nas condições de pagamento.

4 — DEFINA SEU MODELO DE NEGÓCIO

É necessária ter estratégia para a entrega da sua proposta de valor e definição desta estratégia vem a través da construção do seu modelo de negócio. Definir o seu modelo de negócio é a essência de como a sua loja poderá se destacar no mercado. Além da proposta de valor e do segmento de cliente defina:

  • Quais são os canais que a sua empresa utilizará para comunicar, vender e entregar a sua proposta de valor.
  • Como você irá manter os clientes engajados com a sua proposta de valor e manter o relacionamento com a sua marca.
  • Quais são a principais atividades no seu dia a dia para construir e entregar a proposta de valor?
  • O que você irá precisar de recursos físicos, financeiro, conhecimento e de pessoas para atender o seu segmento de clientes.
  • Quem são os parceiros que irão te ajudar neste desafio.
  • Quais são os custos que você terá para manter e entregar essa proposta de valor.
  • E o mais importante e consequência de todas essas definições que vimos: Como você irá gerar fontes de receita através da entrega desta proposta de valor. *
  • Grande oportunidade de inovar e encontrar formas diferenciadas de capturar valor (money) do seu cliente.

Concluindo, ter uma proposta de valor definida para a sua loja irá auxiliar em toda a sua estratégia de mercado e com certeza irá ajudar você a tomar melhores decisões em tempo de recursos escassos. Pense, o que o cliente realmente vê de valor na sua empresa? Isso lhe dará grande oportunidade de buscar estratégias para o seu negócios.

Ferramentas que ajudarão você definir sua proposta de valor:


Dia 17 de Maio faremos uma palestra sobre Inovação no Varejo, que tal aprofundar seus conhecimentos com a gente? Inscreva-se aqui!

Texto escrito por: Odair da Rosa, sócio proprietário da Domine Criativação.